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Mantega nega piso para dólar e descarta elevar juros em 2013

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que exista um “piso” para o dólar em 2 reais e afirmou que não será necessário elevar a taxa de juros no ano que vem em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo. “Não existe piso. O câmbio vai continuar flutuando, mas esperamos que flutue […]

Arquivo Publicado em 16/09/2012, às 15h24

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que exista um “piso” para o dólar em 2 reais e afirmou que não será necessário elevar a taxa de juros no ano que vem em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo deste domingo.


“Não existe piso. O câmbio vai continuar flutuando, mas esperamos que flutue mais para o lado oposto. Antigamente flutuava em uma direção. Agora ou tem estabilidade ou flutuará na outra direção. Se for necessário, compraremos mais reserva”, disse ele na entrevista.


O ministro também garantiu que não permitirá que a injeção de liquidez promovida pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, impacte a moeda brasileira: “Nós não vamos deixar o real se valorizar”.


Sobre a inflação, ele mostrou-se seguro de que os preços vão se manter sob controle no ano que vem, apesar da recuperação da economia, e descartou elevação da taxa de juros no ano que vem. “O corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduz preços.


A redução da tarifa de energia causará uma queda na inflação de 0,5 por cento a 1 por cento. Temos ainda o impacto da desoneração da folha”, disse ele, completando em seguida: “Não há necessidade de alta de juros (em 2013).”


Ele afirmou ainda que os bancos estão cobrando taxas “escorchantes” no cartão de crédito, que são injustificáveis. “Estamos preocupados com os cartões de crédito. E, se nós estamos, é bom que eles (os bancos) também se preocupem.”


Mantega ainda admitiu que o governo interferiu diretamente na negociação de preços entre os setores, ao elevar as alíquotas de produtos como aço. “Queremos que a indústria de aço continue prosperando no Brasil. Mas teve momentos em que o setor elevou os preços acima do patamar internacional e nós reduzimos a alíquota de importação a zero. Já fizemos e faremos de novo”, disse ele.

Jornal Midiamax