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Manifestação para apoiar governo da Hungria reúne mais de 100 mil

Mais de 100 mil pessoas participaram de uma manifestação neste sábado (21) para mostrar seu apoio ao governo da Hungria, que se prepara para enfrentar uma dura disputa com a UE (União Europeia) para garantir um empréstimo vital para o país. Chamada de “Marcha da Paz”, a manifestação foi sem dúvida a maior desde que […]

Arquivo Publicado em 21/01/2012, às 23h59

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Mais de 100 mil pessoas participaram de uma manifestação neste sábado (21) para mostrar seu apoio ao governo da Hungria, que se prepara para enfrentar uma dura disputa com a UE (União Europeia) para garantir um empréstimo vital para o país.

Chamada de “Marcha da Paz”, a manifestação foi sem dúvida a maior desde que o governo assumiu o poder, em maio de 2010. Para especialistas, a manifestação representou um lembrete que o Fidesz, partido do primeiro-ministro Viktor Orban, continua sendo uma força política poderosa.

O governo de centro-direita de Orban, acusado por Bruxelas de ameaçar a independência da mídia, do judiciário e do Banco Central, recuou durante a semana, para tentar sustentar o enfraquecido forint – a moeda húngara – e manter o acesso aos mercados financeiros.

O governo disse que vai resolver os detalhes para as mudanças legais necessárias até segunda-feira (23), depois que a Comissão Europeia apontou violações nas três áreas, dizendo que as novas leis de Budapeste não respeitaram as regras da UE.

Orban vai viajar para Bruxelas na terça-feira (24) para tentar chegar a um acordo político com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, para poder começar as negociações formais com a UE e o FMI (Fundo Monetário Internacional), sobre um acordo para um empréstimo.

Em meio às discussões diplomáticas e oscilações de mercado, o governo também viu o apoio popular diminuir e grandes manifestações contra a sua política têm acontecido regularmente.

De acordo com uma pesquisa de opinião recente, 84% da população pensa que as coisas estão indo na direção errada, embora a oposição esteja fragmentada e o Fidesz ainda tenha o apoio de cerca de 1,5 milhões de eleitores, num país com 10 milhões.

A estudante Bela Petrik, de 22 anos, resumiu o sentimento, enquanto as pessoas se reuniam na Praça Heróis para uma manifestação em direção ao parlamento em Budapeste.

– Aqueles que estão aqui, muitos de nós, também pensam que as coisas não estão indo bem. Mas esses erros não devem levar a ataques especulativos que não servem aos interesses de ninguém, a não ser aos dos especuladores.

Jornal Midiamax