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Mais de 18 milhões vão às urnas na Venezuela escolher entre Chávez e Capriles

Mais de 18,8 milhões de venezuelanos estão aptos para ir hoje (7) às urnas escolher o presidente da República, mas a previsão é que cerca de 14 milhões de eleitores compareçam aos locais de votação. ´ Na Venezuela, o voto não é obrigatório. Depois de 14 anos sob o governo do presidente Hugo Chávez, que […]

Arquivo Publicado em 07/10/2012, às 09h17

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Mais de 18,8 milhões de venezuelanos estão aptos para ir hoje (7) às urnas escolher o presidente da República, mas a previsão é que cerca de 14 milhões de eleitores compareçam aos locais de votação. ´


Na Venezuela, o voto não é obrigatório. Depois de 14 anos sob o governo do presidente Hugo Chávez, que tenta o terceiro mandato, o clima é de incerteza. O número de indecisos, segundo as pesquisas de intenção de voto, é elevado.


Para analistas políticos, o resultado das eleições venezuelanas é incerto. O opositor Henrique Capriles Radonski (Mesa de Unidade Democrática) conseguiu o apoio de 14 partidos políticos e faz um discurso antagônico ao de Chávez na busca pelos votos dos insatisfeitos e críticos do atual governo.


As últimas pesquisas de intenção de voto mostram os dois candidatos empatados tecnicamente, com ligeira vantagem para Chávez. A previsão é que o resultado das eleições presidenciais seja divulgado ainda hoje, por volta das 22h.


Em caso de suspeitas de fraudes e irregularidades, a Justiça Eleitoral faz advertências e promove auditorias. O vitorioso, segundo a legislação venezuelana, é aquele que obtiver a maioria dos votos. Não há segundo turno no país, nem é necessário alcançar mais de 50% da totalidade dos votos válidos.


As pesquisas divulgadas pela Datanalisis apontam 47,3%para Chávez e 37,2% para Capriles. A pesquisa Varianzas apresenta Chávez com 49,7% e Capriles com 47,7%. Já a pesquisa da Consultores 30.11 mostra Chávez reeleito com 57,2% e Capriles conquistando 35,7% dos votos. A pesquisa Consultores 21 diz que Capriles terá 48,1%, superando Chávez, com 46,2%.


O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela busca despertar a atenção e o interesse dos eleitores para ir às urnas. A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, fez pronunciamento em cadeia nacional de emissoras de rádio e televisão para informar que as eleições venezuelanas farão do país “uma referência internacional”.


Ela acrescentou que o momento é de “isolar e rejeitar os pequenos grupos” que querem se impor acima dos interesses da República, da paz e da democracia. No país, o Poder Eleitoral tem o mesmo status que outros poderes, como o Executivo, Judiciário e Legislativo.


O CNE é formado por cinco magistrados, o equivalente à Justiça Eleitoral no Brasil. No Brasil, vivem aproximadamente 8 mil venezuelanos, a maior colônia está em São Paulo onde cerca de 500 pessoas votarão.


O eleito hoje toma posse em 10 de janeiro de 2013 para um mandato de seis anos e inicia a gestão comandando o Mercosul, bloco que a Venezuela passou a integrar em julho.

Jornal Midiamax