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Mãe de Eliza Samúdio teme ser impedida de ver julgamento como estratégia da defesa

D. Sônia disse em entrevista ao Midiamax que teme ser deixada para fora, como uma estratégia da acusação para ajudar a inocentar Bruno Fernandes e os demais réus.

Arquivo Publicado em 19/11/2012, às 11h40

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D. Sônia disse em entrevista ao Midiamax que teme ser deixada para fora, como uma estratégia da acusação para ajudar a inocentar Bruno Fernandes e os demais réus.

Assim como ocorreu com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, que há dois anos foi impedida de assistir grande parte do julgamento dos assassinos da filha, a mãe de Eliza Samúdio, D. Sônia Fátima Moura, 46 anos, teme ser ‘deixada para fora’, como uma estratégia da acusação para ajudar a inocentar Bruno Fernandes e os demais réus.


“O advogado da parte deles vai querer me desqualificar a todo o momento e com isso temo que esse caso seja mais um que fique na impunidade. No caso de mãe da Isabella, ela sofreu, mas assistiu a condenação e quero o mesmo no caso da minha filha”, diz D. Sônia ao Midiamax, pouco antes de partir para Contagem (MG), região metropolitana onde ocorre o julgamento nesta segunda-feira (19).


Caso questionado, D. Sônia pretende falar nada muito diferente do que já consta no inquérito policial. “Podem falar que ela é ‘maria chuteira’ ou o que quiserem, mas fosse o que fosse nada dava ao direito de ela ser morta. As ameaças, a perseguição, a tentativa de matar o meu neto e tudo o que minha filha sofreu tem de ser visto”, comenta a mãe de Eliza Samúdio.


Desaparecimento


Para a polícia, a ex-amante do atleta, desaparecida desde junho de 2010, foi levada a Minas Gerais pelo amigo de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e pelo primo do goleiro, Jorge Lisboa Rosa, com a falsa promessa do reconhecimento da paternidade do filho da ex-modelo e um apartamento.


A partir daí, Eliza teria sido mantida em cárcere privado no sítio de Bruno em Esmeraldas (MG), até ser levada por Bruno, Macarrão, Jorge e outro primo, Sérgio Rosa Sales, até a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a teria matado, dado partes do corpo dela a cães e sumido com o restante. Ainda de acordo com a polícia, a intenção do grupo era matar também o filho de Eliza, mas Bruno teria intercedido.


Bruno e Macarrão vão sentar no banco dos réus para responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Bola também responderá pelos mesmos crimes e por ocultação de cadáver.


As ex-mulheres do goleiro, Dayanne do Carmo (legítima) e Fernanda Gomes Castro (amante) serão julgadas pelos crimes de sequestro e cárcere privado. Os júris de Wemerson Marques Souza, o Coxinha, e de Elenílson Vítor da Silva, também acusados no processo, foram desmembrados e serão realizados no ano que vem.

(Com informações do site Terra)

Jornal Midiamax