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Macarrão diz que Bruno ‘acabou’ com sua vida e nega caso homossexual

Após acusar Bruno de ser o responsável pelo desaparecimento da amante Eliza Samudio, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, chorou em seu depoimento no Fórum de Contagem (MG), na madrugada desta quarta-feira, e disse que o ex-goleiro acabou com a sua vida. “Falam que eu acabei com a vida do Bruno, mas foi ele quem acabou […]

Arquivo Publicado em 22/11/2012, às 11h21

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Após acusar Bruno de ser o responsável pelo desaparecimento da amante Eliza Samudio, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, chorou em seu depoimento no Fórum de Contagem (MG), na madrugada desta quarta-feira, e disse que o ex-goleiro acabou com a sua vida.


“Falam que eu acabei com a vida do Bruno, mas foi ele quem acabou com a minha vida”, disse Macarrão, aos prantos, em resposta à juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que perguntou se o réu se sentia mais aliviado por contar sua versão sobre os acontecimentos.


“Eu guardei isso tudo por dois anos, quatro meses e 22 dias. Eu não aguentava mais, não sou esse monstro que todo mundo colocou, não sou traficante, não acabei com a vida dele. Se tem alguém que acabou com a vida, foi ele que acabou com a minha vida”, disse.


Em seu desabafo, Macarrão disse ainda ter medo de morrer: “sei que seria agora ‘x9’, sou um arquivo vivo. Tenho medo de perder tudo que faz parte da minha vida. Eu tenho medo de morrer, mas acabou isso tudo. Ninguém vai me colocar como mostrou, eu não sou. Eu pedi de coração para ele (Bruno). Conversei como homem, pedi para não fazer, todos acham que fui eu. Todos acham que sou eu, não sou. Não sou mostro. Trabalhei no Ceasa, puxava carrinho e virei conferente por competência. Eu não sou mostro, nem traficante. Eu temo por minha vida.”


O réu comentou ainda as insinuações de que era homossexual e tinha um caso com Bruno. “Sim, movimento ação de indenização (contra o ex-advogado Rui Pimenta, que iniciou as insinuações). Ele inventou a história, o que passei dentro do sistema. Eu não sou homossexual, eu acredito que tinha amizade forte e respeito. Ele ia fazer a tatuagem também. Eu fiz, não tem nada a ver isso aqui. É uma letra de um pagode, do grupo ‘Fundo de Quintal’. Várias pessoas iriam fazer, não vão assumir. Eu respeito. Sei que acabou a amizade, me arrependo. Se eu fosse homossexual não teria vergonha, mas o que passei no sistema nada vai pagar, o que fui humilhado dentro do sistema por homossexualismo”, disse.

Jornal Midiamax