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Loco Abreu e Herrera estão perto de se tornarem brasileiros no papel

O Botafogo tem usado estrangeiros em seu elenco com frequência. E, para este ano, poderá aumentar esse número. O argentino Herrera e o uruguaio Loco Abreu estão próximos de se tornarem brasileiros. Com a confirmação dos processos de naturalização, o clube teria a possibilidade de contratar mais três jogadores do exterior. Um dos nomes da […]

Arquivo Publicado em 02/01/2012, às 17h29

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O Botafogo tem usado estrangeiros em seu elenco com frequência. E, para este ano, poderá aumentar esse número. O argentino Herrera e o uruguaio Loco Abreu estão próximos de se tornarem brasileiros. Com a confirmação dos processos de naturalização, o clube teria a possibilidade de contratar mais três jogadores do exterior. Um dos nomes da lista de possíveis reforços é o do chileno Rojas, da Universidad de Chile, que atua como zagueiro ou lateral-esquerdo.

Loco Abreu deu entrada em novembro no processo. Apesar de estar há menos de quatro anos no Brasil, uma brecha na lei permitiu ao uruguaio pleitear a naturalização. O artigo 113 do Estatuto do Estrangeiro diz que o prazo pode ser reduzido para dois anos caso seja recomendável por sua capacidade profissional, científica ou artística.

No fim do ano passado, Loco recebeu os títulos de cidadão honorário da cidade e do estado do Rio de Janeiro, entregues pela Câmara dos Vereadores e pela Assembleia Legislativa, respectivamente, que não possuem qualquer valor legal. Ainda assim, são pontos a favor do jogador, que podem ajudar a ter seu pedido respondido ainda em janeiro.

A naturalização de Loco daria ao Botafogo a chance de prorrogar o próximo contrato do jogador, que iria até o fim de 2013, para agosto de 2014, depois da Copa do Mundo no Brasil. Hoje, como estrangeiro, só pode ter vínculo de até dois anos. Seu primeiro compromisso com o clube foi de janeiro de 2010 a dezembro de 2011.

A intenção de Loco não é apenas esportiva, mas para o futuro pessoal, já que pretende jogar no Botafogo até 2014. Como brasileiro, ele teria facilidades com as quais não conta como estrangeiro em compra de bens e para a vida de sua família e filhos.

No caso de Herrera, que tem contrato até maio deste ano, a situação é mais simples. Ele e sua mulher, Jaquelina, tiveram deferido o processo de permanência com base em prole no dia 8 de novembro de 2011, já que Abril, filha do casal, nasceu em São Paulo no dia 23 de março de 2008, o que lhes dava esse direito. Como já mora no Brasil desde 2008 e tem uma filha brasileira, o pedido de naturalização será atendido prontamente.

Recentemente, o Botafogo teve mais dois uruguaios em seu elenco. O goleiro Castillo defendeu o clube em 2008 e 2009. Já o volante Arévalo fez apenas 17 jogos e pediu para ser liberado por problemas de adaptação.

Jornal Midiamax