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Livro sobre a Praça Ary Coelho resgata fatos históricos e estórias de sul-mato-grossenses

Na semana em que a Praça Ary Coelho será reaberta ao público, depois da revitalização, a população tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história da praça urbanizada mais antiga de Campo Grande. Com recursos do Governo de Mato Grosso do Sul, o livro-reportagem “No banco da praça – As histórias da […]

Arquivo Publicado em 15/09/2012, às 13h51

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Na semana em que a Praça Ary Coelho será reaberta ao público, depois da revitalização, a população tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história da praça urbanizada mais antiga de Campo Grande. Com recursos do Governo de Mato Grosso do Sul, o livro-reportagem “No banco da praça – As histórias da Praça Ary Coelho” será lançado na próxima quarta-feira (19), às 19h30, na Morada dos Baís.


O lançamento do livro foi viabilizado pelo Fundo de Investimentos Culturais – FIC/MS, da Fundação de Cultura do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. A obra é uma verdadeira viagem na história e no cotidiano da Praça Ary Coelho. “A obra traz registros históricos como os comícios, os passeios de domingo e as visitas à Biblioteca Municipal, que funcionou na praça entre os anos 50 e 70”, conta a autora do livro, a jornalista Adriana Queiroz.


A autora realizou pesquisas em livros e jornais e fez entrevistas com mais de 40 pessoas. A Praça Ary Coelho foi criada em 1909 com o Primeiro Plano de Arruamento de Campo Grande. O famoso coreto, que voltou a existir na praça com a revitalização deste ano, foi construído pela primeira vez em 1922, pelo engenheiro municipal Camilo Boni. A demolição ocorreu em 1957, na gestão do prefeito Marcílio de Oliveira. No lugar do coreto, foi construído o chafariz central, que por muitos anos funcionou com luzes e sons, era a “fonte luminosa”.


“Além desse resgate histórico, a obra traz relatos de pessoas que, em algum momento da vida, usaram a praça como espaço de lazer, de trabalho ou de refúgio, revelando estórias de personagens, que são simples, mas surpreendentes”, revela a autora. No livro, as pessoas que visitam a praça, como os senhores do canto de jogos, e as que trabalham no local, como os fotógrafos lambe-lambe e os senhores que vendem sorvete, ganham voz e ajudam na construção da narrativa e na reflexão da importância do local para a capital sul-mato-grossense.


Personagens


“De tardezinha, na Praça Ary Coelho, já começava o movimento. O pessoal vendia aquele negócio de fazer bola de sabão, tinha quebra-queixo, churros. Os fotógrafos com aquelas caixinhas, as pessoas tiravam e compravam fotos. O pessoal começava a andar em torno do coreto, pra lá, pra cá, era interessante. Era uma vida pacata.” (Eurípedes Barsanulfo, médico e escritor)


Aristóteles dizia que toda cidade precisa de uma praça. A praça é uma válvula de escape, diante dessa rotina louca da cidade. É um momento de contemplação. É um lugar bucólico. Você senta aqui e sente a alma mais serena.” (Wilian Lucas Martinhão, teólogo e filósofo)


“Acabando o cinema, a praça era nossa. Você encontrava os militares, os soldados, os namorados, as namoradas. Era a nossa cultura. Aqui era a cultura de Campo Grande. A gente falava: vamos lá para o Jardim, a gente não falava praça na época.” (Alan Alves, arquiteto)

Jornal Midiamax