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Líder do Hezbollah avisa que repercussões perigosas podem ocorrer devido ao filme anti-Islã

Pelo segundo dia consecutivo, o líder do movimento Hezbollah, Hassan Nasrallah, enviou ontem (17) mensagem aos seguidores do islamismo. Nasrallah apareceu em público, nos arredores de Beirute, em meio a uma manifestação contra o filme que satiriza o profeta Maomé e o Islã. Ao discursar por cerca de 20 minutos, ele advertiu os Estados Unidos […]

Arquivo Publicado em 18/09/2012, às 09h51

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Pelo segundo dia consecutivo, o líder do movimento Hezbollah, Hassan Nasrallah, enviou ontem (17) mensagem aos seguidores do islamismo. Nasrallah apareceu em público, nos arredores de Beirute, em meio a uma manifestação contra o filme que satiriza o profeta Maomé e o Islã. Ao discursar por cerca de 20 minutos, ele advertiu os Estados Unidos para as “repercussões perigosas” sobre o filme.


No dia anterior, domingo (16), Nasrallah pediu aos muçulamos para “mostrar ao mundo sua cólera”. É a quinta vez que o dirigente do Hezbollah aparece em público, desde 2006. Em geral, ele divulga os discursos por meio de vídeo.


“A nossa ira não será passageira, é o nascimento de um movimento que deve continuar em toda a nação muçulmana”, disse. Desde a guerra de 2006, quando as autoridades de Israel enfrentaram o Hezbollah, Nasrallah está escondido.


Ontem, ele foi saudado pelos simpatizando do grupo xiita. O líder do Hezbollah pediu que seja suspensa a divulgação na internet do filme anti-Islã. “Os Estados Unidos têm de perceber que se divulgarem todo o filme haverá repercussões perigosas em todo o mundo”, disse o líder do Hezbollah, lembrando que na internet o filme tem 14 minutos.


No total, tem duas horas. Até domingo (23) estão organizados protestos nas principais cidades do Líbano. Paralelamente, em vários países, os seguidores do islamismo protestam contra o filme. Há situações em que embaixadas e consulados dos Estados Unidos e de países aliados, como a Alemanha e o Reino Unido, foram atacados.


 Desde o início dos protestos contra o filme, em 11 de setembro, 19 pessoas foram mortas em todo o mundo, incluindo o embaixador dos Estados Unidos no consulado norte-americano em Benghazi, na Líbia, Chris Stevens.


*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Jornal Midiamax