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Júri entra hoje em fase decisiva e pode influenciar futuro do goleiro Bruno

Após quatro dias de julgamento marcados por tumultos e reviravoltas, o júri do caso Eliza Samudio, que ocorre no fórum de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), chega em seu momento decisivo nesta sexta-feira (23). Hoje, os sete jurados devem julgar os réus Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ex-braço direito do ex-goleiro, e Fernanda Castro, […]

Arquivo Publicado em 23/11/2012, às 10h12

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Após quatro dias de julgamento marcados por tumultos e reviravoltas, o júri do caso Eliza Samudio, que ocorre no fórum de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), chega em seu momento decisivo nesta sexta-feira (23). Hoje, os sete jurados devem julgar os réus Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ex-braço direito do ex-goleiro, e Fernanda Castro, ex-amante de Bruno.



A decisão dos jurados causará implicações no julgamento de outros réus do processo, em especial de Bruno –apontado pela promotoria e, desde ontem, por Macarrão, seu amigo de infância, como o mandante da morte de Eliza.



O trabalhos estão previstos para começar às 9h, com debates entre defesa e acusação, que podem durar até cinco horas. Em seguida, os jurados se reúnem e sentenciam os réus. Por fim, a juíza determina as sentenças –que podem ultrapassar 30 anos, no caso de Macarrão.



O longo depoimento de Macarrão, entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, causou uma reviravolta no caso: o réu, que até então negava a participação dele e de Bruno no desaparecimento de Eliza, mudou de versão e confessou ter levado a modelo para ser morta –a contragosto, segundo ele– a mando de Bruno.



Com a confissão parcial e responsabilização do ex-goleiro, Macarrão pode se livrar das acusações de sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver, crimes que ele nega, e poderá ser condenado por homicídio triplamente qualificado, e não mais como mandante do assassinato, mas sim como partícipe.



Macarrão poderá ainda ter a pena atenuada por conta da confissão e da delação de seu antigo amigo. Para o promotor Henry Castro, que promete pedir a condenação de todos os réus e de Macarrão pelos três crimes, a confissão só beneficia o próprio ex-amigo de Bruno, apesar de considerar que o depoimento dele foi relevante. A promotoria nega ter feito um acordo com a defesa do réu em troca da confissão.



Já a defesa de Bruno sustenta que há uma negociação entre o Ministério Público Estadual e a defesa do réu para tornar Bruno o mandante do crime.



Fernanda, que responde em liberdade, será julgada pelas acusação de sequestro e cárcere privado de Eliza e o filho da modelo com Bruno, Bruninho. A promotoria a acusa de participar do sequestro da modelo no Rio de Janeiro e de mantê-la dentro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG).



Ela nega e afirma que cuidou do filho de Eliza, enquanto a modelo estava ferida, após uma agressão do à época menor de 18 anos, Jorge Rosa, primo de Bruno, e que só esteve no sítio por algumas horas.



Caso Macarrão seja inocentado das acusações de sequestro, cárcere privado e ocultalção de cadáver, como quer a sua defesa, ganhará força a tese de que Bruno ordenou a morte da ex-amante.



Desmembramento



O ex-goleiro será julgado só em março de 2013, junto com sua ex-mulher Dayanne de Souza e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza.



O ex-atleta deveria ser julgado neste júri, mas seu processo foi desmembrado após ele destituir dois advogados que o defendiam. O novo defensor, Lúcio Adolfo da Silva, pediu o adiamento do júri por não ter conhecimento do processo. Apesar de ver no episódio uma manobra, a juíza Marixa Fabiane Lopes aceitou adiar o julgamento do ex-atleta.


Jornal Midiamax