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Inflação na Capital recua quando comparada ao mês de janeiro

No mês de fevereiro, a inflação na Capital foi de 0,31%, diminuindo consideravelmente em relação a janeiro, que foi de 0,83%. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pela Universidade Anhanguera-Uniderp, é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento […]

Arquivo Publicado em 06/03/2012, às 14h01

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No mês de fevereiro, a inflação na Capital foi de 0,31%, diminuindo consideravelmente em relação a janeiro, que foi de 0,83%. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pela Universidade Anhanguera-Uniderp, é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo.

“Como já se esperava, após o forte aumento da inflação no mês de janeiro – devido às mensalidades escolares – no mês de fevereiro houve recuo, principalmente, pela deflação ocorrida no grupo Alimentação (-0,66%). Apesar dos aumentos das taxas de água/esgoto e do IPTU, do grupo Habitação, a inflação teve um baixo índice, indicando que está sob controle e, que ao longo do ano de 2012, convergirá para o centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%”, comenta o coordenador da pesquisa e professor da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

Dos sete grupos que compõem o IPC/CG, três tiveram deflações: Alimentação (-0,66%), Transportes (-0,50%) e Educação (-0,04%). Os demais apresentaram inflações: Habitação 1,46%, Vestuário 0,56%, Despesas Pessoais 0,47% e Saúde 0,23%. “A maior contribuição positiva para a inflação foi do grupo Habitação, 0,47%, e a maior negativa foi a do grupo Alimentação, de (-0,17%). As contribuições são diretamente proporcionais aos índices com as respectivas ponderações”, analisa.

O grupo Habitação apresentou forte elevação quando comparado ao mês de janeiro devido aos aumentos da taxa de água/esgoto, de 8,87% e do IPTU, cuja composição com o aluguel de casa ficou, em média, 3,94% mais caro e, em relação a apartamento ficou 3,02% mais caro. Redução de preço foi registrada nos eletrodomésticos: televisor (-12,92%), refrigerador (-12,87%) e ventilador (-6,74%).

Outro grupo que teve inflação foi o Vestuário, em decorrência do aumento da sandália/chinelo masculino 5,69%, sapato masculino 4,43%, short e bermuda masculina 3,82%. Ocorreram quedas de preços nos produtos: camisa masculina (-1,86%), calça comprida masculina (-1,83%) e lingerie (-1,67%). O grupo Despesas Pessoais também apresentou moderada inflação. Aumentos de preços ocorreram com os produtos/serviços: mensalidade de clube de recreação 5,14%, manicure e pedicure 4,66% e creme dental 3,33%. Quedas de preços foram verificadas no papel higiênico (-4,18%), sabonete (-2,16%) e absorvente higiênico (-1,43%).

Já o grupo Saúde apresentou pequena inflação nos preços de seus produtos e/ou serviços. Destacaram-se com aumentos expressivos: antialérgico e broncodilatador 6,35%, hipotensor e hipocolesterínico 2,17%, vitaminas e fortificantes 2,03%. Reduções ocorreram com: analgésico e antitérmico (-3,47%) e antimicótico e parasiticida (-1,54%).

O índice de preços do grupo Alimentação apresentou uma moderada deflação, da ordem de (-0,66%), reflexo de quedas de valores, principalmente, da carne bovina e suína. “Além do mais, esse grupo tem um comportamento especial devido a fatores climáticos ou a sazonalidade de alguns de seus produtos no setor de legumes e hortaliças. Alguns produtos aumentam de preços ao término da sua safra, outros diminuem quando entram na safra. Assim, aqueles que mais pressionaram a inflação para cima foram: feijão 11,43%, farinha de milho 11,35%, melancia 10,57% e mamão 10,42%. Por outro lado, alguns produtos desse grupo tiveram quedas de preços significativas, tais como: limão (-23,69%), goiaba (-21,73%), tomate (-16,53%), picanha (-12,87%), pimentão (-12,07%) e filé mignon (-12,01%)”, ressaltou o pesquisador da Anhanguera-Uniderp José Francisco Reis do Neto.

No item carnes, do grupo Alimentação, a maioria dos cortes baixou de preços. Nos cortes de carne bovina as baixas mais expressivas foram para a picanha (-12,87%), filé mignon (-12,01%), cupim (-8,96%), ponta de peito (-7,45%), lagarto (-6,01%) e alcatra (-5,76%). Aumento de preços ocorreu com vísceras de boi, com 0,79%. Em relação à carne suína, baixaram de preços o pernil (-7,25%) e a bisteca (-2,59%). A costeleta teve aumento de 2,80%. O frango congelado apresentou elevação de 1,85% e miúdos, baixa de (-0,81%).

Observou-se também no grupo Transportes moderada deflação, da ordem de (-0,50%) devido, principalmente, às quedas nos valores de: etanol (-4,14%), gasolina (-0,55%) e pneu novo (-0,48%). Aumentaram de preços o automóvel novo 0,75% e óleo diesel 0,59%. Já o grupo Educação apresentou uma ligeira estabilidade de seus produtos e/ou serviços, com pequena deflação de (-0,04%) devido a quedas de preços em produtos de papelaria, de (-0,39%).

Inflação acumulada – “A inflação acumulada nos dois primeiros meses do ano, na cidade de Campo Grande, chega a 1,14% e nos últimos 12 meses é de 5,62%, indicando uma convergência para o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5% para o ano de 2012. Existe uma tolerância de (± 2%) a partir do centro da meta, que foi extrapolada no ano de 2011, quando em dezembro/2011 a inflação acumulada na cidade chegou a 6,57%”, avaliou o coordenador da pesquisa Celso Correia de Souza.

O grupo Educação tem uma inflação acumulada nesses dois primeiros meses de 5,39%, ainda refletindo os aumentos das mensalidades escolares de janeiro/2012. A seguir vem o grupo Habitação com 1,63% e Saúde com 1,53%, índices maiores do que a inflação acumulada que foi de 1,14%. O Grupo Transportes acumula uma deflação de (-1,05%), devido às sucessivas quedas dos preços dos combustíveis. Já, quanto à inflação acumulada nos últimos 12 meses, todas estão positivas, destacando Vestuário com 8,22%, Habitação 7,98%, com índices acima da inflação acumulada nesses últimos 12 meses, que foi de 5,62%.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação no mês de fevereiro foram: Taxa de água/esgoto; Aluguel casa/IPTU; Aluguel apartamento/IPTU; Feijão; Clube; Ovos; Frango congelado; Automóvel novo; Diesel e Short e bermuda masculina. Já os dez produtos que menos contribuíram para alta da inflação foram:Alcatra; Etanol; Tomate; Televisor; Refrigerador; Pescado fresco; Acém; Queijo muçarela / prato; Picanha e Açúcar.

Jornal Midiamax