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Indústria do vestuário busca mão de obra para confeccionar coleção primavera-verão

Nesta semana, a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) está oferecendo trinta vagas para costureira industrial, mas está difícil preencher as vagas.

Arquivo Publicado em 02/09/2012, às 12h23

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Nesta semana, a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) está oferecendo trinta vagas para costureira industrial, mas está difícil preencher as vagas.

As empresas de costura enfrentam um problema em Campo Grande: as coleções de primavera e verão já começam a ser confeccionadas para dezembro e ainda há falta de mão-de-obra qualificada no mercado.


A empresária Idalina Zanolli, do ramo da confecção industrial, tem sessenta funcionários nas máquinas de costura e relata problemas para contratar. “Falta qualificação e as máquinas industriais estão cada vez mais específicas. Os cursos oferecidos no mercado ajudam, mas o trabalhador chega ainda sem experiência, e nós temos que ter paciência e acreditar no potencial do ser humano para treiná-lo aqui dentro”, conta.


Ela relata que a capacidade de aprendizado da pessoa deve ser levada em conta. “Como faltam profissionais realmente qualificados, precisamos apostar mesmo neles. Se você acredita na capacidade dele, ele vai para frente”, garante.


E o salário de uma costureira tem aumentado pela raridade em se encontrar um profissional bem qualificado e chega a ser, em média, R$ 750.


Nesta semana, a Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande) está oferecendo trinta vagas para costureira industrial, mas segundo o Coordenador de Intermediação de Emprego, Luciano Carrelo, está difícil preencher as vagas.


“Uma turma de costura industrial teve uma oportunidade boa aqui. Uma indústria ofereceu treinamento para cinqüenta alunas, das quais 38 finalizaram o curso, 20 aceitaram fazer o teste e apenas nove quiseram o emprego”, relata.


Ele diz que o problema é a pessoa se interessar pela vaga. “O salário inicial para quem não tem experiência é bom, R$ 690 com uma hora e meia de almoço, vale transporte, cesta básica e carteira assinada”, explica.


Para tentar minimizar esses problemas, a Fiems (Federação das Indústrias de Estado de Mato Grosso do Sul) oferece cursos nos bairros de Campo Grande e já prevê mais 14 mil vagas para 2013.


O Ação Fiems Campo Grande estará presente em mais 58 bairros, totalizando 135 bairros distribuídos pelas regiões urbanas do Segredo, Prosa, Bandeira, Anhanduizinho, Lagoa e Imbirussu, que juntos contam com mais de 344,7 mil moradores.


“Na prática, o Programa consolida um modelo inédito de qualificação profissional do Senai e Sesi no País na medida em que leva até os bairros da Capital os cursos profissionalizantes do Senai e de inclusão digital do Sesi, todos gratuitos, em parceria com as associações de moradores”, reforçou o presidente da Federação, Sérgio Longen.

Jornal Midiamax