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Homem tramou morte da ex-esposa depois que mulher pediu a separação por adultério

O autor do crime, Samuel Santos Silva se limitou a dizer: "tem que tá, né", quando foi questionado se estava arrependido de ter matado a ex-esposa

Arquivo Publicado em 20/04/2012, às 11h20

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O autor do crime, Samuel Santos Silva se limitou a dizer: “tem que tá, né”, quando foi questionado se estava arrependido de ter matado a ex-esposa

Quase 20 anos de casamento terminou depois que Samuel Santos da Silva, 34 anos, foi flagrado pela filha de 13 anos com uma amante. O fato aconteceu no bairro que ele morava com a esposa, Laura Paes, 32, e outros quatro filhos no Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande. Depois disso veio a separação, o inconformismo, ameaças, uma medida protetiva e o assassinato de Laura, nesta sexta-feira, 19.

De acordo com relato da filha de 13 anos, o pai foi flagrado por ela enquanto estava na companhia de uma amante. A cena foi contada para a mãe Laura, que pediu separação e foi morar no bairro Nova Lima, região norte da Capital, com seus filhos.

Inconformado com a separação, Samuel passou a ameaçar a ex-esposa. Inclusive, consta um registro de ameaça dele contra Laura no dia 8 de abril deste ano. Depois disto foi concedida uma medida protetiva na tentativa de “blindar” Laura, que o proibia ficar a menos de 500 metros da ex.

A irmã de Laura, R.P., disse durante entrevista televisiva ao SBTMS que o ex-cunhado violentou sexualmente Laura depois que eles se separam. O fato teria acontecido na casa da vítima com um simulacro de arma. A informação é investigada já que outra informação é de que a vítima teria dado uma chance ao ex porque ele havia prometido largar a amante. Como não cumpriu ela não voltou para casa e manteve o propósito de separação.

No dia do crime, Samuel teria passado de um terreno baldio cercado com tela para o terreno da residência onde Laura estava com os filhos. Ele arrombou a porta da frente e a primeira pessoa a vê-lo foi uma filha do casal que o questionou sobre a presença dele na casa.

Samuel justificou que estava ali pra dar dinheiro para pagamento do aluguel onde Laura passou a morar com os filhos. Ela estava no banheiro e disse que já ia. O homem foi até o banheiro onde a ex estava e a golpeou pela primeira vez usando um canivete de pressão.

Ao ver a cena, a filha do casal pegou um vidro de espelho e tentou defender a mãe batendo com o objeto no pai. Foi então que Samuel deu um segundo golpe, bateu com a cabeça da vítima numa louça sanitária e fugiu. A força empregada foi tamanha que a lâmina do canivete ficou encravada no corpo de Laura. O cabo foi jogado no lixo pelo agressor.

Conforme a filha que passou a ser testemunha chave no crime, o pai disse ao cometer o crime: “Se você não vai ser minha, não vai ser de mais ninguém”.

Laura foi transportada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Coronel Antonino e depois para a Santa Casa de Campo Grande, onde morreu por volta das 9h20 da manhã.

Ameaça do filho

Segundo informação de um policial civil que acompanhou de perto o caso de assassinato de Laura, o filho adolescente do casal fez ameaças de morte ao pai e a amante dele, por meio de telefone celular, logo após o crime. O pivô da separação do casal seria ex-esposa de um homem que pertence a uma facção criminosa e que o mesmo estaria cumprindo pena em regime semi-aberto.

A prisão

Horas depois de cometer o homicídio, a informação é que Samuel ligou para um conhecido – provavelmente um parente –contando o fato e dizendo que queria se entregar. Esta pessoa ligou para um amigo policial civil que foi ao local indicado pelo autor (Rua da Divisão) que contou sobre o crime e recebeu voz de prisão. O autor foi levado para a sede da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde foi ouvido pela delegada Suzimar Batistela. De lá foi levado para uma cela provisória na 4ª DP, no bairro Moreninha.

De acordo com a delegada Suzimar, Samuel não chorou durante o depoimento e respondeu calmamente a todas as perguntas com riqueza de detalhes sobre a ação. Uma vizinha que preferiu não se identificar disse que ficou perplexa com o crime. “Ela era manicure, inclusive eu fazia unha com ela. Não estou acreditando até agora”, disse.

Jornal Midiamax