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Grupo de Campo Grande homenageia Maestro Sarrafo com CD de choro

Com o apoio do Programa Petrobras Cultural, o grupo de Campo Grande Choro Opus Trio irá lançar no próximo dia 4 de agosto, o CD “Descendo Sarrafo”. A obra é uma homenagem ao compositor Amintas José da Costa, o Maestro Sarrafo, que teve composições apreendidas no período de ditadura militar. O lançamento será no Teatro […]

Arquivo Publicado em 01/08/2012, às 17h54

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Com o apoio do Programa Petrobras Cultural, o grupo de Campo Grande Choro Opus Trio irá lançar no próximo dia 4 de agosto, o CD “Descendo Sarrafo”. A obra é uma homenagem ao compositor Amintas José da Costa, o Maestro Sarrafo, que teve composições apreendidas no período de ditadura militar. O lançamento será no Teatro Aracy Balabanian, às 20 horas, com entrada gratuita. O Centro Cultural José Octávio Guizzo fica à Rua 26 de Agosto, 453.

Formado por Eduardo Martinelli (violões), Ivan Cruz (bandolim) e Philip Andara (flauta), o Choro Opus Trio teve o projeto de gravação da obra do compositor e saxofonista sergipano, Maestro Sarrafo, aprovado pelo Programa Petrobras Cultural em 2009. Desde então, o grupo desenvolve o trabalho de resgate das únicas composições do artista, perdidas durante a ditadura militar.

A realização do CD contou com a participação de vários artistas, como o Quarteto Toccata (violões), a flautista suíça e pesquisadora da música brasileira, Myrian Dickinson; do bandolinista português, Norberto Cruz; da Filarmônica Jovem do Pantanal, dos violonistas Plínio Fernandes e Carlos Alfeu e do próprio compositor, que acompanhou toda a elaboração do projeto.

Completando 93 anos em 2012, Amintas José da Costa, nasceu em Aracaju, tendo iniciado sua vida na música aos 17 anos. Sua trajetória musical inclui participações na banda da Força Pública de Sergipe, e, na década de 40, já no Rio de Janeiro, apresentações em cassinos, casas noturnas e rádios, tendo convivido com grandes nomes da música brasileira, como Pixinguinha e Ari Barroso.

Em São Paulo, na década de 50, Sarrafo tocou nas primeiras emissoras de TV do país – foi maestro na TV Tupi. A partir de 1968, compôs os choros que se perderam com o fechamento do estúdio pela ditadura militar. Hoje, Sarrafo ainda compõe e desenvolve um trabalho no Ponto de Cultura Benedicto Calixto Cultura Ativa, em Itanhém (SP), cidade que o acolheu há 30 anos.

Jornal Midiamax