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Garoto prodígio do tênis de mesa, Leozinho busca patrocínio para continuar jogando

De família simples, o menino e sua avó buscam um patrocínio para que ele possa realizar seu sonho e competir em uma olimpíada pela Seleção Brasileira muito em breve.

Arquivo Publicado em 29/07/2012, às 15h57

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De família simples, o menino e sua avó buscam um patrocínio para que ele possa realizar seu sonho e competir em uma olimpíada pela Seleção Brasileira muito em breve.

Com muito carinho, Leonardo Correa de Souza Leite, 12, conta a história de cada medalha conquistada por ele no tênis de mesa. Orgulhoso dos títulos que conseguiu acumular em pouco mais de um ano, o jovem prodígio faz planos e fala com lágrimas nos olhos dos esforços de sua avó, Lígia Correa de Souza Rondon, 61, que trabalha como diarista e faz o que pode para manter o neto no esporte.

O jogador de futsal, que por uma sorte do destino aceitou o desafio de uma partida com os amigos na escola, acabou descobrindo que levava jeito para o tênis de mesa, e não desistiu mesmo tendo perdido seu primeiro jogo. “No 1º campeonato que eu participei eu fui de calça jeans e não pode, mas eu não sabia. O meu professor me ajudou e arrumou uma bermuda emprestada pra mim. Mesmo assim eu acabei perdendo porque estava muito ansioso, mas eu nunca desisti e isso eu aprendi com minha avó, que se a gente quer muito uma coisa, tem que ir atrás”, disse.

O professor de tênis de mesa, Nelson Tobaru, 33, é um de seus anjos da guarda. Ele conta que conheceu Leozinho quando o menino começou jogar na escola municipal Etalívio Pereira Martins, na qual o garoto estuda. “Assim que começou a jogar eu percebi que ele já conseguia fazer os golpes e tinha muita facilidade em aprender os fundamentos. Comecei a inscrevê-lo nos campeonatos e logo ele ganhou medalhas na disputa da Reme (Rede Municipal de Ensino), Jogos Escolares, Copa Campo Grande e também no Estadual”, contou.

Atualmente Leozinho participa dos treinos no colégio Dom Bosco, graças a seu professor que o leva e busca todas as terça e quintas-feiras em casa. “O professor dele nos ajuda muito. Se não fosse ele levar e buscar o Leozinho para o treino na escola particular onde ele dá aulas eu não sei se ele poderia continuar treinando”, falou Lígia.

A avó coruja revelou que a maior alegria foi quando eles conseguiram comprar a primeira raquete. “Fico muito feliz quando posso ajudar meu menino. Faço minhas faxinas e dou um jeitinho. A primeira raquete dele foi a maior alegria quando a gente conseguiu comprar. Eu paguei parcelada, mas foi um dinheiro muito bem gasto porque esse esporte faz meu neto feliz”, falou emocionada.

Contudo Lígia está à procura de patrocínio, porque família é simples e não possui muitos recursos financeiros. “A verdade é que eu estou com muito medo que chegue esse estadual e eu não tenha como pagar. Isso corta meu coração porque o Leozinho é um menino bom, estudioso, obediente e tem muito talento para esse esporte”, desabafou.

A avó disse que a princípio o garoto passou dias preocupado em saber como iria continuar jogando e uma certa manhã perguntou para o irmão mais velho, Pablo, 16, “o que fazia um patrocínio?”. Desse dia em diante, o sonho do garoto é encontrar uma empresa, loja ou empresário que possa ajudá-lo ao menos com o material do treino, que é uma raquete e uma borracha que custam R$ 250 e a manutenção da borracha, que tem que ser trocada a cada seis meses e custa em torno de R$ 100.

“O valor até que não é muito caro, mas está difícil de pagar. Minha avó está trabalhando bastante fazendo faxina, mas o dinheiro não está dando mesmo assim”, declarou Leozinho. De acordo com o professor Tobaru, que também é jogador há cerca de 20 anos, está na hora de as empresas começarem a acreditar nos atletas sul-mato-grossenses.

“Nos grandes centros o patrocínio de empresas privadas é comum e aqui não pode ser diferente. Quantos atletas nossos estão nas olimpíadas hoje? É preciso profissionalizar cada vez mais o esporte”, destacou.

Quem tiver interesse em ajudar o menino pode entrar em contato com a avó dele pelo telefone (67) 9203-4694. “Meu sonho é fazer parte da Seleção Brasileira e quem sabe muito em breve estar disputando uma olimpíada. Se depender de mim eu não vou desistir tão fácil. Quero dar mais esse orgulho para minha família e principalmente para minha avó que faz tudo por mim”, declarou Leozinho.

Jornal Midiamax