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Funcionários da construção civil exigem equipamentos de proteção solar

Além dos EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual), os trabalhadores exigem outras medidas para se proteger do sol

Arquivo Publicado em 11/12/2012, às 13h40

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Além dos EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual), os trabalhadores exigem outras medidas para se proteger do sol

Em razão do intenso calor e da incidência de raios ultravioletas que são prejudiciais à saúde, trabalhadores do setor da construção civil estão exigindo que as empresas forneçam além dos EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual), outras medidas para se proteger do sol.


Eles solicitam que as construtoras forneçam água à vontade para os funcionários que são obrigados a trabalharem expostos ao tempo quente, protetores solares, capacetes adequados (touca árabe – com proteção no pescoço e ombros), e roupas apropriadas (camiseta de manga longa e calças).


“Para falar a verdade, eu não usava os EPI´s, aprendi com as fiscalizações. Mas sempre passei protetor solar. Acho que as empresas que tinham obrigação de dar”, contou Douglas Bispo da Cruz, 34 anos, que está trabalhando como “meia-colher”, em uma obra no Jardim Panamá.


O sindicato da categoria Sintracom/CG (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande) realiza cerca de quatro vistorias por dia às obras para solicitar rigor no fornecimento dos equipamentos e conscientizar os envolvidos.


“Ainda não há lei exigindo que as empresas forneçam protetor solar ou medidas de proteção ao calor. Mas nossa vistoria é uma forma de alertar os funcionários sobre a importância dos equipamentos de segurança e de se proteger das ações do sol”, destacou o técnico de segurança, Enzo Guimarães dos Santos Neto.


“Eu não passo protetor solar porque não tenho. Se eu ganhasse, eu me cuidaria. É lógico que usaria, porque fico todo ardido quando chego em casa, depois de um dia inteiro de trabalho”, contou o ajudante de pedreiro há um ano, Julio Vargas, de 51 anos.


O diretor do Sintracom, Marcos Cesar Ribeiro Gonçalves explicou que após realizar as vistorias, eles dão um prazo às empresas para se regularizarem. Em seguida, se continuarem irregulares, o sindicato repassa as informações ao Ministério do Trabalho, que deverá realizar outra vistoria e aplicar um auto de infração, o valor da multa varia conforme cada caso.

Jornal Midiamax