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Familiares de pessoas assassinadas aproveitam eleições e coletam assinaturas ‘contra impunidade’

As famílias de dois jovens assassindos encontraram com outras pessoas que também tiveram familiares mortos e engrossoram a coleta de assinaturas

Arquivo Publicado em 06/10/2012, às 13h57

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As famílias de dois jovens assassindos encontraram com outras pessoas que também tiveram familiares mortos e engrossoram a coleta de assinaturas

As famílias de Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos e de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, de 18 anos assassinados há mais de um mês em Campo Grande estão na manhã de hoje (6) colhendo mais assinaturas para a campanha ‘Pelo fim da impunidade’, na avenida Afonso Pena, com a rua 14 de julho, na Capital.


Na manifestação, Rubens Silvestrini encontrou a esposa do taxista aposentado, Daniel Manoel Dudu, que há um ano foi assassinado porque cobrou R$ 40 do passageiro, ele não quis pagar e deu dois tiros no taxista. O motorista tinha parado de trabalhar a noite com medo da violência, e no primeiro dia que voltou foi assassinado. O acusado foi preso em flagrante e vai ser julgado em júri popular. A viúva, Lucilene Barros Dudu também luta para colher assinaturas para o fim da impunidade.


O pai de Breno conhecia o taxista, porque ele que transportava Breno para ir nas festa à noite, segundo ele, era o seu taxista de confiança, e em um dia encontrou o taxista e perguntou quando que ele ia voltar a trabalhar a noite para carregar o filho dele nas festas, já que Breno estava começando a sair à noite.


Outros pais como os do segurança Brunão, que foi morto por Christiano Luna de Almeida, de 23 anos, após uma briga em frente a uma boate estavam no manifesto para protestar por mais severidade na Justiça.


No manifesto estava um senhor identificado apenas como Aparecido que parou para assinar, pois ele tinha acabado de passar ao lado de um homem que tinha estuprado uma menina que ele conhecia. “Isso me motivou a assinar”, disse o senhor.


João Batista Oliveira Rocha é pedreiro e esteve por lá também e parou para assinar. “Essa lei precisa mudar”, disse ele.


O pai de Breno, Rubens Silvestrini informou que o estado de Mato Grosso do Sul é o que vem mais colaborando com a campanha, onde já foram colhidas 8 mil assinaturas. A campanha foi criada para que penas mais severas sejam aplicadas a quem comete crimes hediondos.

Jornal Midiamax