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Fabricante do BlackBerry contrata advogados para reestruturação

A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, contratou o escritório de advocacia Milbank, Tweed, Hadley & McCloy para trabalhar em um plano de reestruturação que pode incluir venda de ativos, busca de joint-ventures ou licenciamento de patentes, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto. Como parte da revisão estratégica da situação da companhia, o […]

Arquivo Publicado em 23/04/2012, às 13h30

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A Research in Motion, fabricante do BlackBerry, contratou o escritório de advocacia Milbank, Tweed, Hadley & McCloy para trabalhar em um plano de reestruturação que pode incluir venda de ativos, busca de joint-ventures ou licenciamento de patentes, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto.


Como parte da revisão estratégica da situação da companhia, o conselho da RIM está discutindo maneiras de ampliar a receita propiciada pelo novo sistema operacional BlackBerry 10, e a possível abertura de sua rede fechada.


A RIM em dado momento estava calculando obter até 4 bilhões de dólares em receita de acordos com grandes operadoras de telecomunicações, de acordo com as fontes.


“Trata-se de uma estratégia muito madura, e a RIM já avançou muito em diversas dessas negociações com operadoras”, acrescentou uma das fontes.


A reestruturação surge em meio aos esforços da empresa para combater a perda de compradores para o Apple iPhone e os celulares equipados com o sistema operacional Google Android.


A RIM registrou 125 milhões de dólares em prejuízo no trimestre mais recente, contabilizando perdas com estoques de BlackBerrys. Três meses antes, ela havia contabilizado perdas ainda maiores com o tablet PlayBook. As ações da RIM acumulam perda de 75 por cento nos 12 últimos meses, o que dá à companhia um valor de mercado de menos de 7 bilhões de dólares.


Representantes do escritório Milbank e da RIM se recusaram a comentar o assunto.


Diversos bancos de investimento procuraram a RIM nos últimos meses, oferecendo consultoria financeira. Mas a companhia por enquanto não deve contratar um banco, a menos que decida vender ativos de porte considerável ou receba oferta de compra vinda de um concorrente no setor, disseram as fontes.


A RIM já utilizou os serviços do Milbank no passado, e também emprega o escritório de advocacia Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom e a consultoria Monitor Group para assessoria estratégica. As duas empresas não quiseram comentar de imediato.


Desde 2010, a RIM tem tomado medidas para tornar seus serviços de rede disponíveis para outros aparelhos e fez uma série de aquisições que apoiam essa estratégia, segundo várias fontes com conhecimento do assunto.


Em outubro passado, a RIM comprou a irlandesa Newbay Software, que oferece armazenamento de fotos, vídeos, músicas, contatos e calendários em seus próprios servidores que podem ser acessados por qualquer aparelho conectado à Internet.

Jornal Midiamax