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EUA planejam ampliar sua rede internacional de espionagem

Os Estados Unidos enviarão centenas de novos espiões ao exterior em um esforço para ampliar sua rede de inteligência por meio da expansão da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês), revelou neste domingo o Washington Post. O jornal, que cita fontes próximas ao governo americano, assinala que a decisão tomada pelo […]

Arquivo Publicado em 03/12/2012, às 01h17

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Os Estados Unidos enviarão centenas de novos espiões ao exterior em um esforço para ampliar sua rede de inteligência por meio da expansão da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês), revelou neste domingo o Washington Post.

O jornal, que cita fontes próximas ao governo americano, assinala que a decisão tomada pelo Pentágono faz parte da transformação das agências de defesa americanas por ocasião da recente saída do Iraque e da prevista conclusão de sua presença no Afeganistão no final de 2014.

Estes novos funcionários de inteligência dos EUA se focarão nas crescentes ameaças procedentes de outras partes do mundo como os grupos islamitas na África, os programas nucleares na Coreia do Norte e no Irã e a modernização militar na China. Embora sejam treinados pela CIA (Agência Central de Inteligência), suas missões serão definidas diretamente pelo Departamento de Defesa e a expectativa é que 1,6 mil espiões sejam distribuídos por todo o mundo.

No entanto, e ao contrário da CIA, não poderão realizar operações encobertas no exterior e se limitarão ao recolhimento de informação. O projeto foi coordenado por Michael G. Vickers, o principal encarregado de Inteligência do Pentágono. Os aspectos fundamentais deste novo contingente de espionagem foram aceitos pelo secretário de Defesa e ex-diretor da CIA, Leon Panetta, e pelo general reformado, David H. Petraeus, que renunciou de forma surpreendente no mês passado por conta de uma relação extraconjugal com sua biógrafa.

Segundo o Washington Post, este aumento na dotação de inteligência e espionagem alcançará uma dimensão sem precedentes na história da defesa dos EUA.

Jornal Midiamax