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Estaremos sempre unidos, diz Aldrin após morte de Armstrong

O astronauta Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua após Neil Armstrong, que faleceu neste sábado, afirmou que ambos estarão “sempre unidos” pela missão da Apollo 11. “Treinamos juntos e fomos bons amigos, sempre estaremos unidos por nossa participação na missão Apollo 11”, escreveu o astronauta em sua conta no Twitter. “A família Aldrin […]

Arquivo Publicado em 25/08/2012, às 22h25

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O astronauta Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua após Neil Armstrong, que faleceu neste sábado, afirmou que ambos estarão “sempre unidos” pela missão da Apollo 11.

“Treinamos juntos e fomos bons amigos, sempre estaremos unidos por nossa participação na missão Apollo 11”, escreveu o astronauta em sua conta no Twitter.

“A família Aldrin oferece seus pêsames a Carol e a toda a família Armstrong pela morte de Neil”, disse Aldrin. Armstrong, 82 anos, foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir artérias coronárias.

O homem reservado

Armstrong nasceu em Wapakoneta, no Estado americano de Ohio, em 1930. Ele foi um apaixonado pela aviação e deixou a universidade em 1950 para lutar na Guerra da Coreia. Na luta, participou de 78 combates aéreos.

Após o conflito, começou a trabalhar como piloto de teste, levando a aeronave X-15 – um misto de avião e foguete – ao limite com o espaço. Foi um dos primeiros astronautas civis e participou do programa Gemini, da Nasa.

Em uma missão, uma falha no equipamento quase fez com que a nave se perdesse no espaço. Armstrong, conhecido por sua calma e frieza em momentos de crise, usou um sistema reserva para parar a nave (que girava sem controle) e fazer um pouso de emergência no Pacífico.

Mas foi o programa Apollo que eternizou o nome deste americano. Atrás dos soviéticos na corrida espacial (que já tinham mandado o primeiro satélite artificial e o primeiro homem ao espaço), o então presidente americano John F. Kennedy prometeu, em 1962, que até o fim da década iria mandar alguém para a Lua.

A preparação incluiu o treinamento para aprender a controlar o módulo lunar. Foi outro momento em que ele esteve próximo da morte. O astronauta teve que ejetar durante um voo para não morrer na queda do equipamento.

Em 16 de julho de 1969, Armstrong deixava a Terra a bordo de um gigantesco foguete Saturn V (o maior já construído pelo ser humano) ao lado dos também americanos Buzz Aldrin e Mike Collins. No dia 20 do mesmo mês, Armstrong anuciava: “A águia pousou”. Pouco depois, pisava no nosso satélite natural ao lado de Aldrin. Collins ficou em um módulo em órbita.

Após a Apollo 11 e todas as honrarias que recebeu pelo feito, Armstrong dificilmente apareceu em público. Ele deixou a Nasa e foi para a Universidade de Cincinnati e depois trabalhou em empresas particulares. O homem reservado decepcionava muitos fãs ao frequentemente negar autógrafos e também aos jornalistas que pediam entrevistas. “Não quero ser um monumento vivo.”

“No meu ponto de vista, uma grande conquista da Apollo foi a demonstração de que a humanidade não está presa para sempre no seu planeta”, disse Armstrong em uma rara aparição.

Jornal Midiamax