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Estados Unidos podem rever restrições à carne bovina brasileira em 13 estados

As restrições dos norte-americanos à carne bovina brasileira devem sofrer alterações depois da visita da presidenta Dilma Rousseff a Washington, nos Estados Unidos, em abril. Ela visitará o país entre os dias 9 e 11 do próximo mês. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse à Agência Brasil que está confiante na abertura do […]

Arquivo Publicado em 07/03/2012, às 17h33

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As restrições dos norte-americanos à carne bovina brasileira devem sofrer alterações depois da visita da presidenta Dilma Rousseff a Washington, nos Estados Unidos, em abril. Ela visitará o país entre os dias 9 e 11 do próximo mês.


O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse à Agência Brasil que está confiante na abertura do mercado norte-americano ao produto brasileiro. “Já me acenaram com a liberação [da carne bovina] em 13 estados, além de Santa Catarina, onde a carne suína já foi liberada [em janeiro], e eu saí bem otimista do encontro [com autoridades norte-americanas]. Agora, temos uma viagem aos Estados Unidos da presidenta Dilma. Eu quero, inclusive, acompanhá-la e trazer alguma coisa mais objetiva de lá”, disse o ministro.


Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados Unidos também exportam, o que dificulta aos produtores brasileiros a venda de grandes volumes para o país. Em janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cuja sigla em inglês é Usda) comunicou o reconhecimento de equivalência do serviço de inspeção de carne suína do Brasil.


No documento, o órgão norte-americano autoriza a habilitação de frigoríficos de Santa Catarina para a exportação de carne suína in natura aos Estados Unidos. O reconhecimento norte-americano sobre o produto brasileiro, segundo especialistas do governo, pode ajudar a derrubar barreiras nas negociações, que duram anos, com dois dos maiores importadores mundiais de carne suína: o Japão e a Coreia do Sul – mercados de mais de US$ 1 bilhão em importações do produto.


Na semana passada, o subsecretário de Estado norte-americano, William Burns, ao visitar o Brasil, foi cobrado pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, sobre as barreiras impostas a alguns produtos brasileiros e a revisão do Tratado de Cooperação Econômica e Comercial (cuja sigla em inglês é Teca). O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar Nunes, disse que Burns se reuniu com Nogueira depois de conversar com o chanceler Antononio Patriota.


Os temas econômicos e a visita da presidenta a Washington predominaram na reunião. No próximo dia 14, representantes dos ministérios das Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior irão a Washington, capital norte-americana, para tratar sobre o Teca – que estabelece as linhas de discussão para as áreas de comércio e investimento.


Matéria de 8h04 editada 14h33 para correção: A matéria e o título foram alterados às 14h33 para esclarecimento de informações: os EUA poderão rever restrições à compra de carne bovina, e não suína, em 13 estados

Jornal Midiamax