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Encontrada moto usada para jogar granada em batalhão da PM em Campo Grande

Motocicleta foi encontrada queimada em uma região formada por chácaras. Polícia trabalha agora para saber quem estava pilotando e quem era o garupa no dia da tentativa de ataque à base do 10° Batalhão.

Arquivo Publicado em 04/12/2012, às 23h22

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Motocicleta foi encontrada queimada em uma região formada por chácaras. Polícia trabalha agora para saber quem estava pilotando e quem era o garupa no dia da tentativa de ataque à base do 10° Batalhão.

Um morador encontrou nessa segunda-feira, 3, a carcaça de uma motocicleta que foi destruída pelo fogo, nas proximidades do Aeroporto Teruel, numa região formada por chácaras. A suspeita é que o veículo duas rodas foi o usado por uma dupla para fugir depois de lançar uma granada na sede do 10° Batalhão de Polícia Militar, no bairro Moreninhas, na noite do dia 27 de novembro.

De acordo com o delegado da 4ª DP, Devair Aparecido Francisco, o serviço de investigação de sua delegacia já sabia que possivelmente a motocicleta usada no lançamento da granada estava incendiada em algum local de Campo Grande. A carcaça encontrada foi encaminhada ao pátio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos de Veículos (Defurv).

Desde o acontecimento, na noite de 27 de novembro, várias equipes policiais como da 4ª DP, Garras e da própria PM estão empenhadas em solucionar o caso. A suspeita inicial era que se tratava de uma facção criminosa nos moldes dos ataques que estão correndo nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Mas já de imediato foi descartada a hipótese.

Posteriormente, foi levantada uma segunda probabilidade: retaliação por conta de uma operação da PM, que foi batizada com o nome de Varejo, que objetivou desmantelar pontos de vendas de droga.

Devido ao forte trabalho policial no bairro Moreninhas na tentativa de capturar a dupla que jogou a granada, se apresentou espontaneamente na tarde dessa terça-feira, na sede da 4ª DP, um jovem de 20 anos que repassou alguns dados à polícia que podem elucidar a autoria do crime.

O jovem não quis passar detalhes para a imprensa, inclusive por orientação dos advogados. Em poucas palavras explicou que “estava numa fria agora por causa das amizades”.

Questionado sobre sua participação na tentativa de explodir o batalhão ou apenas simular uma situação para causar alvoroço, o rapaz disse que não era um dos dois que estava na motocicleta.

As declarações do jovem serão encaminhadas para ao delegado Márcio Obara, da Garras, onde estão seguindo as investigações. O material será analisado para possível identificação dos autores

Apresentação

Nessa quarta-feira, 5, um adolescente pode se apresentar espontaneamente e acompanhado de um advogado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). Ele pode ser um dos ocupantes da motocicleta. O advogado que o representa, Marcos Ivan, não quis adiantar a versão de seu cliente.

Jornal Midiamax