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Empresa de Dourados é obrigada limpar 10 toneladas de óleo e lama da rede pluvial

Empresa que despejou óleo “queimado” de veículos na rede de água pluvial terá que desembolsar cerca de R$ 7 mil para recuperar a área degradada. Ao todo, 10 toneladas de lama e óleo foram retirados da extensão da rede de água das chuvas que cai diretamente no córrego Paragem de Dourados. A infração foi detectada […]

Arquivo Publicado em 27/07/2012, às 14h27

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Empresa que despejou óleo “queimado” de veículos na rede de água pluvial terá que desembolsar cerca de R$ 7 mil para recuperar a área degradada. Ao todo, 10 toneladas de lama e óleo foram retirados da extensão da rede de água das chuvas que cai diretamente no córrego Paragem de Dourados.


A infração foi detectada por fiscais do Instituto do Meio Ambiente de Dourados. Segundo a pasta, o vazamento tinha origem na caixa de decantação da retífica de motores naquelas proximidades e já durava seis meses. Este é o período da falta de manutenção na caixa que já não separava o óleo da água.


Além do óleo, a empresa terá que tirar a terra que está contaminada com a substância química. A empresa ainda foi notificada a apresentar o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) desenvolvida por um engenheiro ambiental. Para localizar a poluidora, o Imam esteve no local realizando “arrastão”. A preocupação é que a poucos quilômetros dali as águas do córrego Paragem sofrem com o alto grau de poluição.


A água está escura, tomada por óleo e espuma. O Ministério Público Estadual acompanha o caso. O fiscal do Imam, Marcos Antônio de Brito, acredita que somente na última terça-feira, quando houve o flagrante registrado por O Progresso, no mínimo, 10 litros de óleo estavam numa pequena extensão de rede a céu aberto. No entanto, constatou que havia manchas de óleo sobrepostas às lâminas de sujeira encontradas esta semana o que gera indícios de que a substância já passou pela tubulação em dias anteriores.


Segundo ele, só este ano mais de 100 empresas entre postos de combustível e lava rápidos foram notificados a requerer a licença ambiental. A maioria já se adequou às leis ambientais, que coíbem as agressões ao meio ambiente.


Pesquisa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) apontou recentemente que 90% dos córregos de Dourados estão poluídos. São vários tipos de resíduos que começam a causar morte de alguns tipos de peixe, como Dourado, um dos símbolos da cidade. Entre 30 espécies pesquisadas, apenas 30% resistem à degradação ambiental, por terem capacidade de absorver oxigênio a partir do ar, realizando a troca gasosa no intestino.


O restante das espécies está desaparecendo. Segundo a pesquisa, as maiores causas da poluição estão associadas ao despejo de esgoto in natura clandestino em rios e mananciais, além do acúmulo de lixo que produz substâncias tóxicas à vida aquática. Conforme o professor, foram 12 meses de pesquisa. Ele diz que o córrego com maior volume de poluição é o Rego D’água, contaminado com resíduos de esgoto. O mesmo acontece com o córrego Paragem.

Jornal Midiamax