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Empresa cria ‘vuvuzela brasileira’ e planeja fabricar 50 milhões até a Copa-2014

Um empresa de Campina Grande (PB) ligada à Fundação Parque Tecnológico da Paraíba desenvolveu um instrumento sonoro que será produzido em larga escala para ser distribuído durante a Copa do Mundo de 2014 e, segundo os desenvolvedores, o plano é transformar o aparato em uma espécie de “vuvuzela brasileira” do Mundial. Trata-se do Pedhuá, um […]

Arquivo Publicado em 13/06/2012, às 14h22

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Um empresa de Campina Grande (PB) ligada à Fundação Parque Tecnológico da Paraíba desenvolveu um instrumento sonoro que será produzido em larga escala para ser distribuído durante a Copa do Mundo de 2014 e, segundo os desenvolvedores, o plano é transformar o aparato em uma espécie de “vuvuzela brasileira” do Mundial.


Trata-se do Pedhuá, um apito artesanal de madeira tupi-guarani que serve para atrair pássaros, mas que na versão para a Copa será de resina plástica, ergonômico e produzido em escala mundial.


De acordo com o proprietário da empresa que é dona da patente do apito, Alcedo Medeiros, a ideia é fabricar 50 milhões de unidades até 2014, que serão comercializadas por cerca de R$ 10 ou distribuídas gratuitamente como peça de marketing em parcerias comerciais.


“Inscrevemos o Pedhuá no programa de promoção do Brasil do Ministério do Esporte. Nas próximas semanas teremos a resposta. Nosso parceiro comercial tem uma rede de distribuição em 50 países”, informa o empresário, sem revelar, porém, qual é o parceiro.


Foi o próprio Ministério do Esporte quem convidou a empresa de Alcedo a inscrever o Pedhuá na concorrência para fazer parte do plano oficial de promoção brasileiro para a Copa. A resposta se o apito estará incluído ou não no plano sairá até o fim de julho deste ano.


O plano é uma estratégia de promoção da imagem do Brasil, que será base para uma agenda que se estenderá até 2014. Para transmitir a mensagem desejada poderão ser utilizadas todas as ferramentas de comunicação existentes: “ações de publicidade, de relações públicas, de promoção de imagem e também aquelas de relacionamento com a imprensa”, elenca o projeto do Planalto.


Para o empresário paraibano, a sua “vuvuzela” encaixa-se perfeitamente no plano brasileiro: “O Pedhuá tem a imagem e o som do Brasil, origem indígena, combina com o slogan da Copa (Todos Juntos num Só Ritmo) e vai deixar a Copa do Mundo toda no ritmo do samba”, aposta, otimista, Medeiros.


O investimento previsto para colocar o Pedhuá na praça é de R$ 30 milhões. Mas a estratégia de aproximar o instrumento da vuvuzela, que tanto incomodou na Copa da África do Sul, em 2010, não é perigosa? “Não, porque o som do pedhuá é harmônico, é possível criar mais de um tipo de som e lembra muito o apito do samba. Além disso, o som é cortado pelo próprio instrumento quando é soprado forte demais”. Se depender do otimismo de seu criador, o Brasil já tem a sua vuvuzela.

Jornal Midiamax