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Em estreia nervosa após 16 anos, basquete do Brasil derrota Austrália no sufoco

A Seleção Brasileira masculina de basquete venceu no retorno após 16 anos de ausência dos Jogos Olímpicos. Em uma partida nervosa, na qual a equipe chegou a irritar o técnico Ruben Magnano pelo acúmulo de erros, a equipe nacional venceu a Austrália por 75 a 71 e começou bem a caminhada em busca de uma […]

Arquivo Publicado em 29/07/2012, às 12h02

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A Seleção Brasileira masculina de basquete venceu no retorno após 16 anos de ausência dos Jogos Olímpicos. Em uma partida nervosa, na qual a equipe chegou a irritar o técnico Ruben Magnano pelo acúmulo de erros, a equipe nacional venceu a Austrália por 75 a 71 e começou bem a caminhada em busca de uma vaga à próxima fase do Grupo B. O armador Marcelinho Huertas, atleta mais elogiado do País pelos adversários, terminou como o grande destaque com 15 pontos e 10 assistências.


Embalado pela vitória na estreia olímpica, a Seleção comandada pelo técnico argentino retorna à quadra na próxima terça-feira, quando terá pela frente a equipe da Grã-Bretanha, justamente a dona da casa. Já a Austrália buscará se reabilitar no torneio olímpico diante Espanha, atual vice-campeã olímpica e séria candidata ao ouro.

Apontado pelos adversários como um dos favoritos a brigar pela medalha de ouro – como declarou o espanhol Pau Gasol -, o Brasil assustou no início de confronto diante da Austrália. A equipe comandada pelo argentino Ruben Magnano encontrou uma defesa forte e não apresentou a mesma consistência ofensiva dos últimos amistosos. Com Marcelinho Huertas muito marcado e Leandrinho precipitado ofensivamente, o time sofreu e viu o rival comandar o primeiro quarto de jogo.

Praticamente anulado por Patrick Mills durante o primeiro quarto, Huertas se soltou aos poucos no confronto. A melhora do armador resultou no crescimento do Brasil no jogo. Com Nenê saindo do banco e controlando bem o garrafão (tanto ofensivamente quanto defensivamente), a equipe reagiu e conseguiu terminar a primeira etapa de jogo em vantagem: 36 a 35.

A atuação instável da primeira etapa ficou nos vestiários, pelo menos nos primeiros minutos do terceiro quarto. A irritação demonstrada por Ruben Magnano nos erros bobos cometidos (muitos deles por conta da correria e falta de paciência ofensiva) refletiu em um Brasil maduro. A defesa forte e o jogo coletivo voltaram, e o time abriu 16 a 4 rapidamente.

Contudo, antes do final do terceiro quarto, a Austrália cresceu novamente na partida. Ajudada pelo acúmulo de erros ofensivos do Brasil no setor ofensivo, a equipe oceânica assinalou oito pontos consecutivos e voltou a incomodar, transformando o desenho de uma tranquila vitória brasileira para um jogo equilibrado até o fim.

No último quarto, o Brasil, que chegou a liderar por dez pontos de diferença no período final, por pouco não deixou a vitória escapar. A marcação forte desapareceu, e a Austrália passou a converter seguidas cestas de três pontos. No final, quando a vantagem do time de Magnano era de apenas dois pontos, Marcelinho Huertas converteu dois lances livres e garantiu a vitória por 75 a 71. Bom retorno do País à modalidade depois de 16 anos fora.

Jornal Midiamax