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Em escuta, Rosemary diz que Lula parece ‘um velho caquético’

A ex-chefe de escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha aparece em um diálogo interceptado pela Polícia Federal dizendo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época se recuperando de um câncer, estava parecendo “um velho caquético”. Na conversa com Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), de maio deste […]

Arquivo Publicado em 30/11/2012, às 11h05

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A ex-chefe de escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha aparece em um diálogo interceptado pela Polícia Federal dizendo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à época se recuperando de um câncer, estava parecendo “um velho caquético”. Na conversa com Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), de maio deste ano, ela se mostra preocupada com a imagem que Lula estaria passando. “É, eu já falei pra ele. Ele tem que parar de se expor em público enquanto a perna dele não ficar boa. Ele levou um tombo domingo passado dentro de casa. Ele tá parecendo um velho caquético”, disse ela se referindo ao ex-presidente. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.


A constatação sobre a imagem de Lula se deu depois que Vieira comentou ter achado o ex-presidente abatido em um evento. O ex-diretor da ANA discorda da opinião de Rose, que responde: “Depende do canal a que você assistir. Uma coisa é você ver uma foto no jornal manipulada pelo Ricardo Stuckert (fotógrafo do Instituto Lula). Outra coisa é você ver um movimento na Globo News”. O Instituto Lula disse que o tombo do ex-presidente em casa era fato de domínio público e negou que haja manipulação de imagens.


Operação Porto Seguro


Deflagrada no dia 23 de novembro pela Polícia Federal (PF), a operação Porto Seguro realizou buscas em órgãos federais no Estado de São Paulo e em Brasília para desarticular uma organização criminosa que agia para conseguir pareceres técnicos fraudulentos com o objetivo de beneficiar interesses privados. A suspeita é de que o grupo, composto por servidores públicos e agentes privados, cooptava servidores de órgãos públicos também para acelerar a tramitação de procedimentos.


Na ação, foram presos os irmãos e diretores Paulo Rodrigues Vieira, da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além das empresas estatais em Brasília, como a Anac, a ANA e os Correios, foram realizadas buscas no escritório regional da Presidência em São Paulo, cuja então chefe, Rosemary Nóvoa de Noronha, também foi indiciada por fazer parte do grupo criminoso. O advogado-geral adjunto da União, José Weber de Holanda Alves, também foi indiciado durante a ação.


Exonerada logo após as buscas, Rosemary ela teria recebido diversos artigos como propina. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, em troca do tráfico de influência que fazia, ela chegou a ganhar um cruzeiro com a dupla sertaneja Bruno e Marrone, cirurgia plástica e um camarote no Carnaval do Rio de Janeiro.


O inquérito que culminou na ação foi iniciado em março de 2011, quando, arrependido, Cyonil da Cunha Borges de Faria Jr., auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), procurou a PF dizendo ter aceitado R$ 300 mil para fazer um relatório favorável à Tecondi, empresa de contêineres que opera em Santos (SP). O dinheiro teria sido oferecido por Paulo Rodrigues Vieira entre 2009 e 2010. Vieira é apontado pela PF como o principal articulador do esquema. Na época, ele era ouvidor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e conselheiro fiscal da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).


Em decorrência da operação, foram afastados de seus cargos o inventariante da extinta Rede Ferroviária Federal S.A., José Francisco da Silva Cruz, o ouvidor da Antaq, Jailson Santos Soares, e o chefe de gabinete da autarquia, Enio Soares Dias. Também foi exonerada de seu cargo Mirelle Nóvoa de Noronha, assessora técnica da Diretoria de Infraestrutura Aeroportuária da Anac. O desligamento ocorreu a pedido da própria Mirelle, que é filha de Rosemary.

Jornal Midiamax