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Em discussão acalorada gestores pedem reativação de radioterapia no HU

“É necessário esse tipo de tratamento no hospital principalmente pelo número de mortes promovidas pelo câncer. Mais do que pensar nos gastos, o maior interesse é na prevenção da doença à população", frisou o presidente do Conselho de Saúde

Arquivo Publicado em 26/10/2012, às 13h26

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“É necessário esse tipo de tratamento no hospital principalmente pelo número de mortes promovidas pelo câncer. Mais do que pensar nos gastos, o maior interesse é na prevenção da doença à população”, frisou o presidente do Conselho de Saúde

Em reunião extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira (26), pelo Conselho Estadual de Saúde, para debater temas administrativos, representantes de servidores e sindicatos da área de saúde querem que a discussão seja para definir a retomada da radioterapia no Hospital Universitário.


Toda vez que o assunto sobre o tema é suprimido os debatedores pedem para fazer perguntas e acabam retomando a questão. O encontro, realizado na Escola de Saúde Pública, acontece entre representantes do poder público, sindicato dos médicos e de servidores públicos. A secretaria estadual de saúde Beatriz Dobashi e o secretário no âmbito municipal, Leandro Mazina, estão entre os participantes.


O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Florêncio Garcia Escobar, comentou que o HU’ não pode ficar sem esse tipo de tratamento. “É necessário esse tipo de tratamento no hospital principalmente pelo número de mortes promovidas pelo câncer. Mais do que pensar nos gastos, o maior interesse é na prevenção da doença à população.” .


Lucivaldo Alves dos Santos, presidente do Sista/MS – Sindicato dos Servidores das Instituições Federais de Ensino do Mato Grosso do Sul, credita a falta de funcionários do setor, ao desinteresse de quem dirige a UFMS. “Nem o diretor do HU, nem a reitoria, que poderiam mudar esse quadro, fazem alguma coisa. Há quatro anos existia um convênio entre o Estado e o hospital que dividia o pagamento do salário do rádioterapeuta, pois é diferenciado e supera o dos médicos. Eles alegam que não tem interesse no setor funcionando por não terem condições em arcar com os salários”, avalia.


“Em tese existe um convênio em que o governo incentiva empresas particulares a prestarem este tipo de serviço. O governo sede o equipamento e as empresas oferecem o serviço. A clínica particular lucra e cobra alto valor da população”, lamenta.


“O único equipamento que funcionava queimou no Hospital do Câncer. Tem que ter o serviço porque quem tem câncer não pode esperar.


Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social – SINTSS/MS, Alexandre costa, disse conselho estadual de saúde é fundamental para políticas públicas de saúde principalmente porque é deliberativo, ou seja, onde deveria haver o debate.


“A privatização da saúde na Capital é a principal responsável pela desgraça que está acontecendo nos postos de saúde de Campo Grande. Não se vê uma linha na ata do conselho de saúde que discute ou passe o assunto pra discussão em cada instância (governo, município)”. Comenta.


Alexandre revela que recentemente ouviu falar que a Santa Casa receberá milhões de reais para ativar o setor de urgência e emergência. “E como fica o Hospital Regional e o Universitário?”, questiona.


O Midiamax permaneceu por horas para questionar a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Beatriz Dobashi, mas ela se negou em prestar qualquer esclarecimento sobre a privatização da radioterapia em Mato Grosso do Sul. No corredor, ela apenas comentou que ‘o hospital regional irá receber o investimento do Governo Federal e que o processo é demorado’.


Assinaturas


Uma petição para recolher assinaturas está sendo feita como forma de sensibilizar o poder público a receber os investimentos do governo federal num total de R$ 34 milhões em equipamentos. Os debatedores apontam que a carência na radioterapia precisa ser discutida pelos gestores do município e do Estado.


O movimento ‘Aceita HU’, pede a reativação do tratamento na rede pública e o abaixo assinado iniciado pelo movimento será juntado pelo MPF (Ministério Público Federal) à ação judicial movida contra o HU (Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Jornal Midiamax