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É preciso educação e penas mais duras para solucionar problemas no trânsito, apontam especialistas

Para reduzir o número de acidentes e evitar mortes no trânsito, o comandante da PRE/MS (Polícia Rodoviária Estadual de Mato Grosso do Sul), major PM Jonildo Theodoro, acredita que é preciso educar os futuros condutores. “Quando ensinamos as crianças, além delas crescerem já com esta educação, com esta conscientização, elas cobram dos pais, dos familiares, […]

Arquivo Publicado em 19/04/2012, às 14h47

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Para reduzir o número de acidentes e evitar mortes no trânsito, o comandante da PRE/MS (Polícia Rodoviária Estadual de Mato Grosso do Sul), major PM Jonildo Theodoro, acredita que é preciso educar os futuros condutores. “Quando ensinamos as crianças, além delas crescerem já com esta educação, com esta conscientização, elas cobram dos pais, dos familiares, um comportamento correto”.


“Hoje trouxemos as crianças do programa que a PRE faz para participar da Caminhada. Somente com a educação dessas crianças vamos ter uma mudança no trânsito”.


A diretora da escola municipal Sullivan Silvestre Oliveira ‘Tumoni Kalivono’ – Criança do Futuro – Lucimar Trindade Marques, concorda. Ela conta que trabalha o ano inteiro temas relacionados ao trânsito com as crianças. “Acreditamos que o trânsito precisa ser trabalhado ativamente com as crianças. Hoje ninguém respeita o outro, é preciso mudar isso”.


A estudante Daliana Velazques, 11 anos, já aprendeu a lição. “A gente tem que aprender cada dia mais sobre o trânsito para que não haja mais acidentes e ninguém seja atropelado”, conta.


O inspetor-superintendente da PRF/MS (Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul) lembrou que só por meio da reflexão e da conscientização das pessoas sobre o tema é possível que os índices tão alarmantes do trânsito mudem. “Isso chama a atenção da sociedade e faz as pessoas refletirem sobre o trânsito, o respeito à vida, o respeito ao outro”.


Além da educação, penas mais duras, que punam realmente quem cometer crimes no trânsito são apontadas como solução para o problema, que já é considerado uma endemia.


O diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade, lembrou que o Código de Trânsito foi promulgado em 1998, e de lá para cá, a multas não foram reajustadas. “Uma multa que era pesada em 98, hoje em dia não tem mais efeito nenhum em cima do usuário. A pessoa tem que sentir penalizada, seja administrativamente através da multa, ou judicialmente através do processo criminal”, apontou.


Por isso, ele defende mudanças na legislação. Para Trindade, o endurecimento da Lei Seca pela Câmara foi um ganho muito grande. Ele acredita, que devido, a pressão das pessoas a lei vai ser aprovada no Senado. “À medida que você mobiliza a sociedade, ela está ciente, à medida que você tem eventos que tem um grande número de técnicos discutindo, pressionando, isso ai faz com que os parlamentares sintam essa necessidade, vejam essa realidade e modifiquem essas posturas”.


“A gente precisa, na realidade, que haja um endurecimento da legislação. Penalização do motorista infrator. Em quanto as multas continuarem sendo leves, enquanto o motorista não for devidamente penalizado, você vai continuar com várias pessoas cometendo infração.Esse sentimento de impunidade não pode. A pessoa atropela outra e nada acontece”.


Como exemplo, citou a legislação ambiental: se eu pegar um machado e derrubar uma árvore, em dois minutos estou na cadeia, mas se você sai ali faz uma presepada, atropela alguém, não acontece isso. A Lei Ambiental funciona porque as multas são pesadas, concluiu.

Jornal Midiamax