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Diva do R&B, Etta James morre aos 73 anos

O soul, o blues e o gospel raras vezes foram tão lancinantes quanto na voz dessa artista. Morreu hoje a cantora Etta James, diva do rhythm and blues, aos 73 anos, em um hospital de Riverside, Califórnia. Vivia com saúde frágil e sua médica, Elaine James, vinha pedindo desde dezembro que os fãs orassem pela […]

Arquivo Publicado em 20/01/2012, às 23h51

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O soul, o blues e o gospel raras vezes foram tão lancinantes quanto na voz dessa artista. Morreu hoje a cantora Etta James, diva do rhythm and blues, aos 73 anos, em um hospital de Riverside, Califórnia. Vivia com saúde frágil e sua médica, Elaine James, vinha pedindo desde dezembro que os fãs orassem pela cantora, que sofria de leucemia crônica. Tratava-se em casa, na Califórnia. Ela também sofria de Alzheimer e insuficiência renal.


Etta James foi uma das maiores cantoras americanas do século passado. É possível reconhecer sua influência em cantoras como Marcia Ball, Tina Turner, Bonnie Raitt, Diana Ross, Janis Joplin, Amy Winehouse e até Florence Welsh. Abriu shows dos Rolling Stones e do Grateful Dead. Ao longo da carreira, ganhou quatro prêmios Grammy. Em 1993, ela foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame e, em 2001, seu nome entrou na galeria do Rhythm and Blues Hall of Fame.


Sua primeira gravação marcante foi a canção The Wallflower, registrada quando tinha 15 anos. Originalmente, era intitulada Roll With Me Henry, mas o nome foi mudado por sugestão de radialistas, para “embranquecer” a versão que Gloria Gibbs gravaria para plateias brancas. Em seguida vieram sucessos eternos, como At Last (composta em 1941 e originalmente gravada pela Glenn Miller Orchestra), All I Could Do Was Cry, Something’s Got a Hold on Me, Tell Mama, I’d Rather Go Blind e Stop the Wedding.


Em 2009, o casal Obama dançou o hit At Last, seu grande sucesso, no dia da posse do presidente americano. A interpretação ficou a cargo de Beyoncé (que interpretou Etta James no filme Cadillac Records). Ela não teve só glórias. Foi viciada em heroína nos anos 1960 e em cocaína nos anos 1970 – esses percalços são abordados na sua autobiografia, Rage to Survive (escrita a quatro mãos com David Ritz, em 1995).


Antes de Etta, é possível afirmar que jamais uma mulher tenha cantado com tanta ênfase e indignação uma canção de mulher para mulheres como Etta James fez com I?d Rather Go Blind. Sua versão é uma das maiores interpretações de todos os tempos (Beyoncé também a gravou).


Jornal Midiamax