Geral

Desaceleração brasileira impacta vizinhos negativamente–Fitch

Uma desaceleração maior que a esperada da economia brasileira está ampliando a perda de ritmo já enfrentada por Argentina e Uruguai como resultado da desaceleração global, afirmou relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings nesta sexta-feira. “Enquanto ambos os países sentem o impacto da desaceleração brasileira, sobretudo por meio de um declínio nas […]

Arquivo Publicado em 12/10/2012, às 22h44

None

Uma desaceleração maior que a esperada da economia brasileira está ampliando a perda de ritmo já enfrentada por Argentina e Uruguai como resultado da desaceleração global, afirmou relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings nesta sexta-feira.

“Enquanto ambos os países sentem o impacto da desaceleração brasileira, sobretudo por meio de um declínio nas exportações, a Argentina parece mais vulnerável que o Uruguai”, avaliou a chefe de qualificação soberana da Fitch para a América Latina, Shelly Shetty.

“Problemas econômicos da Argentina têm sido exacerbados pela desaceleração brasileira, com políticas domésticas intervencionistas anteriores possivelmente restringindo a extensão de sua recuperação em 2013, quando o crescimento do Brasil é esperado que mostre recuperação novamente”, completou.

Enquanto a depreciação do real desde julho de 2011 tem tido um impacto negativo na competitividade das exportações de Argentina e Uruguai ao Brasil, suas vendas ao país parecem estar dirigidas, sobretudo, a uma demanda doméstica brasileira mais frágil, acrescentou o comunicado.

A composição comercial da Argentina torna suas exportações mais sensíveis ao ciclo econômico brasileiro, enquanto uma grande parte consiste em automóveis e autopeças negociados exclusivamente com o Brasil, avaliou a Fitch.

Por outro lado, as exportações de commodities, que podem ser mais facilmente realocadas, representam uma grande parte das exportações do Uruguai ao Brasil, tornando a balança comercial do país vizinho menos sensível às mudanças na demanda doméstica brasileira.

Jornal Midiamax