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Denúncias de violência contra gays crescem, mas vítimas temem falar

As denúncias de violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) estão aumentando, mas muitas vítimas ainda temem relatar às autoridades competentes as agressões, além dos que deixam de denunciar por desconhecimento de seus direitos ou por não saber como fazê-la. “Muitas pessoas têm medo [de denunciar]. Uma das que atendemos […]

Arquivo Publicado em 09/12/2012, às 21h12

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As denúncias de violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) estão aumentando, mas muitas vítimas ainda temem relatar às autoridades competentes as agressões, além dos que deixam de denunciar por desconhecimento de seus direitos ou por não saber como fazê-la.



“Muitas pessoas têm medo [de denunciar]. Uma das que atendemos aqui hoje falou sobre o temor em denunciar e sofrer algum tipo de perseguição. Buscamos esclarecer que, quanto mais as pessoas denunciarem, mais vamos conseguir conscientizar a sociedade e a eventuais agressores sobre o direito das pessoas”, disse Vanessa Vieira, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo.



Em caso de discriminação ou de violência, é importante anotar os nomes e telefones de pessoas que tenham testemunhado a agressão. “As testemunhas não são necessárias, mas elas ajudam, dando mais força à denúncia”, explicou a defensora.



Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ressaltou sobre a importância de denunciar os agressores.“A denúncia tem que ser feita. Só se consegue alterar o quadro e mudar nossa sociedade se as pessoas denunciarem e se forem punidas as pessoas que cometerem esse tipo de crime”, declarou.



Em um dos casos mais recentes de violência, o estudante André Baliera foi agredido por dois homens, na semana passada, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Quando voltava para casa, Baliera levou diversos golpes na cabeça. Em um vídeo que divulgou no Youtube, ele disse que “a grande verdade é que ser gay nunca foi fácil”, e que tem medo de sair na rua e ser mais uma agredido.


Jornal Midiamax