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Denúncia relata condições precárias de viaturas do Corpo de Bombeiros em Corumbá

3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado em Corumbá, vem passando por uma situação que causa grande preocupação nos últimos tempos, segundo relatos de uma denúncia feita ao Ministério Público Estadual. Segundo o site de notícias de Corumbá Diário Online, que teve acesso ao documento,a situação em que se encontram as viaturas, tanto pertencentes à […]

Arquivo Publicado em 12/12/2012, às 21h01

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3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado em Corumbá, vem passando por uma situação que causa grande preocupação nos últimos tempos, segundo relatos de uma denúncia feita ao Ministério Público Estadual. Segundo o site de notícias de Corumbá Diário Online, que teve acesso ao documento,a situação em que se encontram as viaturas, tanto pertencentes à unidade militar como as do SAMU, nas quais os bombeiros militares atuam como motoristas, é precária.



A denúncia revela que os problemas foram relatados de forma constante, em forma de CI’s (comunicação interna), ao comando do Grupamento na cidade, porém a situação é “negligenciada”. “Foram encaminhadas várias CI’s referentes ao sistema de freios, ausência de sinalização luminosa intermitente e sonora, ficando esses documentos com recibo somente arquivados e nenhuma providência por parte do chefe da manutenção e do comandante da OBM”.



“O que está acontecendo com as viaturas é um descaso mesmo, pois há pelo menos seis meses essa situação persiste. As viaturas não vêm passando por manutenção. Temos que lembrar que são viaturas que rodam quase 24 horas todos os dias da semana”, disse uma fonte ouvida pelo Diário Online e que preferiu não se identificar.



A unidade militar em Corumbá conta com cinco viaturas, sendo três da frota dos Bombeiros e duas pertencentes ao SAMU. O veículo mais antigo da frota dos Bombeiros é também um dos mais importantes para combate a incêndio. Denominada ABT (Auto Bomba Tanque), a viatura é datada de 1978 e por isso frequentemente vem apresentando problemas mecânicos. Ainda compõem a frota dos Bombeiros, uma viatura ABR (Auto Busca e Resgate) e uma UR (unidade de resgate) que está parada no pátio do Grupamento depois que se envolveu em um acidente durante uma ocorrência.



As viaturas do SAMU (UBS – Unidade Básica de Salvamento e USA – Unidade de Salvamento Avançado) por não terem o giroflex (sinal luminoso) e a sirene funcionando, estão tendo que se deslocar, segundo versa a denúncia, conforme uma orientação do comando local como um carro de passeio comum. Isso, de acordo com texto, acaba aumentando o tempo-resposta de socorro.



“Inúmeras reclamações por parte da população em relação ao tempo de deslocamentos destas ambulâncias até o local de atendimento e posteriormente com as vítimas dentro dos veículos, que têm seus quadros clínicos agravados e necessitam receber atendimento médico-hospitalar com urgência, perdendo suas chances de sobrevida, ou mesmo, de minimização dos traumas pela perda de tempo tanto da chegada ao local da emergência quanto ao encaminhamento para a central de emergência do município, cujo, cada minuto será o diferencial entre a vida e a morte conforme manuais de socorristas do Ministério da Saúde e do Corpo de Bombeiros Militar”.



Na denúncia protocolada, há um aviso assinado pelo comandante local, tenente-coronel, Sidnei Ribeiro da Cruz, dizendo que as viaturas “se deslocarão para atendimentos obedecendo rigorosamente as regras de trânsito, primando pela direção preventiva e defensiva em código 1 (um)”, quando o que prevê para viaturas de emergência é o código 3.



“O bombeiro tem que parar em sinal vermelho, cruzamentos, respeitar a velocidade especificada pelo Código de Trânsito para a vida, enfim, tem que se portar como um carro comum quando, na verdade, está com uma situação crítica em atendimento”, explica outra fonte ouvida pela reportagem.



A denúncia ainda cita a falta de cumprimento do Código Brasileiro de Trânsito quer no seu artigo 222 que diz se tratar de penalidade média, cuja penalidade é multa, veículos que deixarem “de manter ligado, nas situações de atendimento de emergência, o sistema de iluminação vermelha intermitente dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e salvamento, de fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que parados”.



O conteúdo da denúncia ainda cita casos cujo tempo-reposta em atendimento às ocorrências seria de 05 minutos, entretanto, citando dois casos específicos, explica que ocorreram, um em 10 minutos, e outro em 20 minutos.


Jornal Midiamax