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Declarações de atacante italiano levantam discussão sobre homossexualidade na Eurocopa

As declarações do atacante italiano Antonio Cassano sobre possíveis homossexuais na seleção do país na Eurocopa e seu posterior pedido de desculpas geraram uma discussão sobre o tema. Grupos que defendem os direitos dos homossexuais esperam que o torneio sirva como pretexto para que velhos tabus sejam derrubados, especialmente na Polônia e na Ucrânia, mesmo […]

Arquivo Publicado em 12/06/2012, às 21h40

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As declarações do atacante italiano Antonio Cassano sobre possíveis homossexuais na seleção do país na Eurocopa e seu posterior pedido de desculpas geraram uma discussão sobre o tema. Grupos que defendem os direitos dos homossexuais esperam que o torneio sirva como pretexto para que velhos tabus sejam derrubados, especialmente na Polônia e na Ucrânia, mesmo que nenhum dos jogadores tenha dito publicamente que é gay.


Cassano deu declarações polêmicas sobre o assunto nesta terça-feira. “Se eles são gays, isto é problema deles. Eu só espero que não haja homossexuais na seleção nacional. Se houver, é problema deles”, afirmou.


Mais tarde, o atacante italiano se desculpou após ver a repercussão negativa por todo a Europa. “Sinceramente peço desculpas por meus comentários causarem controvérsia e protestos de grupos gays. Homofobia é algo com o qual não compartilho. Não quis ofender qualquer pessoa e não quero colocar a liberdade sexual de alguém em discussão”, disse.


A Ucrânia, um das sedes da Eruo-2012, está no centro das críticas das associações nos últoms dias por conta de um projeto que pretende limitar “a propaganda homossexual” e impedir que se fale no assunto nos espaços públicos.


“O futebol está acima dos direitos? De nenhuma maneira, Ucrãnia”, disse a associação “AllOut”, que iniciou uma campanha aproveitando a Eurocopa.


Apesar das declarações de Cassano, o assunto tem sido debatido cada vez com menos censura e com mais respeito. O que pode ser comprovado em entrevistas de outros jogadores.


O zagueiro espanhol Gerard Piqué, namorado da cantora Shakira ganhou a etiqueta de “amigos dos gays”. Antes de namorar a colombiana, a imprensa espanhol chegou a cogitar que ele tinha um caso com o atacante sueco Ibrahimovic, então no Barcelona.


“Certamente há gays no futebol, mas se calam pelo entorno machista. Espero que possam dizer, e se não quiserem, que ninguém se meta com eles”, disse ao jornal espanhol “La Vanguardia”.


Jogadores da seleção alemã, como o goleiro Neuer e o atacante Mário Gomez já demostraram apoio, enquanto , Philipp Lahm foi criticado por dizer em sua biografia que a sociedade “não está preparada para aceitar um jogador profissional gay”.   


O presidente da federação da Croácia, Vlatko Markovic, foi multado em 10 mil euros (R$ mil) pela Uefa por comentários homofóbicos ao dizer que “de nenhuma maneira um jogador homossexual jogaria na seleção do país”. O dirigente se desculpou depois.


Jornal Midiamax