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Corinthians encara Chelsea por fim de dinastia e bimundial

O Corinthians entra em campo neste domingo, às 8h30 (de Brasília), no Estádio Nissan, em Yokohama, para disputar simplesmente a partida mais importante dos seus 102 anos de história. Contra o Chelsea, a equipe paulista encara não apenas a dinastia dos europeus, que venceram todos os ultimos cinco Mundiais de Clubes da Fifa, mas também […]

Arquivo Publicado em 16/12/2012, às 00h07

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O Corinthians entra em campo neste domingo, às 8h30 (de Brasília), no Estádio Nissan, em Yokohama, para disputar simplesmente a partida mais importante dos seus 102 anos de história. Contra o Chelsea, a equipe paulista encara não apenas a dinastia dos europeus, que venceram todos os ultimos cinco Mundiais de Clubes da Fifa, mas também a luta pelo bi e a confirmação de um título que lhe dará, enfim, o tão desejado reconhecimento internacional.

Campeão da primeira edição do Mundial em 2000, quando o torneio ainda era experimental, o Corinthians joga no Japão a chance de vencer pela primeira vez como campeão da Copa Libertadores. Há 12 anos, ao triunfar em São Paulo, na fase inicial, e no Rio de Janeiro, na final contra o Vasco, a equipe do Parque São Jorge disputava a competição como representante do país-sede, pelo título do Brasileiro de 1998.

“O Mundial não é mais um sonho, é um fato real. Construímos um trabalho para chegar preparados aqui. O nosso foco demonstrado nesses últimos é de enfrentamento, competição e ao mesmo tempo de respeito. Nada foi achado até agora. Não foi sorte. Acredito em competição, trabalho. Estar preparado é fundamental. Domingo, o Corinthians tem de ter a cara de Corinthians”, disse o técnico Tite, antes de treino de reconhecimento neste sábado.

Foi durante a atividade que o treinador testou a formação escolhida para o duelo mais significativo da vida corintiana. Tite decidiu mexer na escalação principal na véspera da decisão, sacando o meia Douglas – que esteve em campo em 35 dos 38 jogos do Corinthians no Brasileiro – e promovendo a entrada do atacante Jorge Henrique, que foi titular na vitoriosa campanha da Libertadores.

“O Jorge Henrique entra no time como armador e ficamos com mais um jogador de velocidade, com o Danilo atuando mais por dentro. Sai o Douglas. Essa mudança tem um componente. No primeiro jogo queríamos mais posse de bola e deixando que a equipe se construa. Temos que observar o desempenho do atleta e daquilo que a equipe possa produzir dentro de campo”, explicou o treinador alvinegro.

O novo time titular, entretanto, jamais jogou junto – Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Jorge Henrique, Danilo e Emerson; Guerrero. A formação é inédita no Corinthians e não foi utilizada em nenhuma das 75 partidas do clube ao longo de 2012, mas se trata de uma opção tática de Tite, que costuma acertar em suas trocas. Como foi com Cássio e Romarinho, na Libertadores, e Chicão de fora, no Brasileiro.

“O Jorge Henrique tem essa característica de marcar e o Douglas vinha ajudando muito. A mudança não é porque alguém está mal, é uma mudança tática que todo mundo compreende. Esperamos que o Jorge faça uma grande partida, e o Douglas está preparado para entrar se precisar. Se ele estivesse jogando marcaria muito também. Sabemos que precisamos jogar, atacar e não só se preocupar em marcar”, disse o capitão Alessandro.

O Chelsea, por sua vez, tem maior obrigação de vencer o Corinthians e manter a hegemonia europeia no Mundial de Clubes. Os times do continente venceram as últimas cinco edições do torneio, com Milan (2007), Manchester United (2008), Barcelona (2009), Inter de Milão (2010) e de novo o Barcelona (2011). O último brasileiro campeão do planeta foi o Internacional, há seis anos, em conquista que serve de exemplo para Tite.

Para o confronto deste domingo, o técnico Rafael Benítez não confirmou a escalação a ser utilizada, mas deve manter o zagueiro brasileiro David Luiz como volante e pode até sacar o meio-campista Oscar, dando lugar ao alemão Marin ou até ao inglês Frank Lampard. Assim, o Chelsea deve ir a campo com: Cech; Azpilicueta, Cahill, Ivanovic e Ashley Cole; Mikel e David Luiz; Mata, Oscar (Marin ou Lampard) e Hazard; Torres.

Corinthians e Chelsea decidem o campeão mundial neste domingo, em duelo que promete parar a cidade de Yokohama. A expectativa é de casa cheia e a possível presença de pelo menos 30 mil torcedores alvinegros tem mexido com o planeta do futebol. Até a CNN realizou reportagem sobre o tema, indagando se seria essa a “torcida mais louca do mundo”. Resta saber se os “loucos” corintianos deixarão o Japão em festa pelo tão sonhado bimundial.

Jornal Midiamax