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Com queda da Selic, Brasil tem 5ª maior taxa de juros do mundo

Com a taxa básica de juros (Selic) em 7,5% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, o juro real (taxa básica descontada a inflação projetada nos próximos 12 meses) brasileiro se tornou o quinto mais alto do mundo, de acordo com um estudo da Cruzeiro do Sul Corretora. O país […]

Arquivo Publicado em 30/08/2012, às 12h13

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Com a taxa básica de juros (Selic) em 7,5% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, o juro real (taxa básica descontada a inflação projetada nos próximos 12 meses) brasileiro se tornou o quinto mais alto do mundo, de acordo com um estudo da Cruzeiro do Sul Corretora.


O país caiu uma posição no ranking, e o juro chegou a 2,2% ao ano, atrás apenas da China, com 4,1% ao ano, Chile (2,4%), Austrália, (2,3%) e Rússia (2,3%).


Para os juros nominais (sem o desconto da inflação projetada nos próximos 12 meses) a redução de 0,50 ponto percentual na Selic deixou o Brasil na quarta colocação, atrás da Venezuela, com 15,25%, Argentina com 9%, e Rússia com 8%. O Brasil ficou logo acima da Índia (7%), Hungria (6,75%), China (6%), Indonésia e Turquia (5,75%) e África do Sul e Chile (5%). A média de juros nominais dentre os quarenta principais países listados pela corretora é de 3,16%.


A taxa básica de juros (Selic) foi reduzida pela nona vez seguida para o menor valor histórico. O recorde anterior era de 8%, entre julho e agosto deste ano.


Desde agosto do ano passado foram seis reduções de 0,5 ponto percentual na taxa. Nas reuniões de março e abril deste ano, o Copom baixou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual por vez. Nos últimos 12 meses, completados em julho, a Selic diminuiu 4,5 pontos percentuais, equivalentes a 36%. É a taxa mais baixa da história do Copom, criado em junho de 1996. A medida provocou alterações na fórmula de rendimento da caderneta de poupança.


A queda visa dar um novo estímulo à economia brasileira no segundo semestre. Com o baixo desempenho registrado na primeira metade do ano, o governo está preocupado com a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a soma de todas as riquezas produzidas no país, crescer menos do que os 4% previstos. O Banco Central já reduziu de 3,5% para 2,5% a expectativa de alta do PIB para este ano.

Jornal Midiamax