Geral

Com gols de Borges, Cruzeiro vence Palmeiras, se aproxima do G4 e complica adversário

Com dois gols de Borges, o primeiro em cobrança de pênalti muito contestado pelo adversário, o Cruzeiro recuperou-se no Brasileiro, ao vencer o Palmeiras, por 2 a 1, na noite deste domingo, no Independência, impondo ao rival a segunda derrota consecutiva na competição. No minuto final, o alviverde ainda teve gol anulado, marcado por Artur. […]

Arquivo Publicado em 29/07/2012, às 23h22

None

Com dois gols de Borges, o primeiro em cobrança de pênalti muito contestado pelo adversário, o Cruzeiro recuperou-se no Brasileiro, ao vencer o Palmeiras, por 2 a 1, na noite deste domingo, no Independência, impondo ao rival a segunda derrota consecutiva na competição. No minuto final, o alviverde ainda teve gol anulado, marcado por Artur. Com os três pontos, o time celeste chegou a 23 pontos e assumiu a quinta colocação, a apenas um ponto do Grêmio, que fecha o G4.


O Palmeiras, que não vence há três jogos, ficou em situação ainda mais difícil com a derrota para o Cruzeiro. No momento, é o 17º colocado, abrindo a zona de rebaixamento. O time palmeirense, que já reclamava da marcação do pênalti a favor do Cruzeiro, na reta final dos 45 minutos iniciais, protestou mais ainda com a anulação do gol de Artur, sob alegação de impedimento. Depois de estar perdendo por 2 a 0, também por meio de penalidade máxima, o time visitante fez o seu gol, com Barcos, aos 23 min do segundo tempo e teve chances do empate até o final.


Após o término da partida, os jogadores palmeirenses cercaram o trio de árbitros para reclamar contra a anulação do que seria o gol de empate e também contra o pênalti. “A gente marca o gol e ele anula, assim fica difícil”, lamentou Obina.  “Fica difícil, no meu modo de ver não foi pênalti, se ele queria marcar, que desse falta fora da área, mas perdemos o jog, temos de botar a cabeça no lugar”, afirmou o goleiro Bruno.


Os dois times tiveram desfalques. Mais o Palmeiras, que não pôde contar com nove atletas, por variados motivos, mas, principalmente por lesões. Já o Cruzeiro teve problemas especialmente no seu sistema defensivo, já que perdeu três zagueiros: Léo, suspenso, Rafael Donato e Mateus, com problemas médicos. Além disso, o volante Sandro Silva também cumpriu suspensão.


Dessa forma, Celso Roth utilizou uma zaga, formada por sua quarta e quinta opções, o uruguaio Victorino e Thiago Carvalho. No ataque, o treinador fez uma opção técnica. Deixou Wellington Paulista, artilheiro celeste na temporada e escalou Wallyson. No Palmeiras, Felipão deixou Obina no banco, escalando o ataque com Barcos e Mazinho. Obina jogou todo o segundo tempo.


A primeira etapa foi vencida pelo Cruzeiro, por 1 a 0, com gol marcado por Borges, aos 36 min, em cobrança de pênalti cometido por João Victor sobre Montillo. A penalidade máxima foi bastante contestada pelos palmeirenses, que não se conformaram com a marcação. “Perguntem ao juiz se foi dentro ou fora da área”, afirmou Felipão, ao repórteres, ao deixar o campo, no intervalo do jogo.


O zagueiro Henrique diz que não houve pênalti. “Estava chegando de trás, para mim foi fora da área”, afirmou o jogador palmeirense, reconhecendo que sair em desvantagem no marcador complica a situação do time. “Temos de tocar mais a bola na frente e achar espaço para a finalização”, acrescentou.


A etapa inicial foi caracterizada pelo equilíbrio e forte marcação. Apesar disso, os dois times tiveram suas oportunidades. A melhor do time anfitrião, além do gol de pênalti, foi em cobrança de falta com Ceará, que mandou a bola na trave, aos 32 min. O Palmeiras levou perigo, aos 35 min, com Daniel Carvalho cruzando e a bola passando à frente de Fábio.


O Cruzeiro teve mais posse de bola, enquanto o Palmeiras se posicionou de forma mais fechada, parta tentar explorar contra-ataques e, principalmente, jogadas de bola parada. “Acho que desde que eu cheguei foi a primeira partida que a gente tocou a bola, segurou a posse da bola, coisa que não vinha acontecendo, está bem postada, bem organizada, não está tomando sufoco”, avaliou Borges.


O Cruzeiro retornou para o segundo tempo com a mesma formação. Já o Palmeiras voltou para com Obina no lugar de Patrik e com uma postura mais ofensiva, tentando tomar a iniciativa do jogo. Aos 3 min, Daniel Carvalho cruzou da esquerda e a bola passou por Fábio, mas não havia ninguém do alviverde paulista para tentar colocar a bola nas redes.


O bom desempenho palmeirense durou pouco. O Cruzeiro voltou a assumir o controle da partida e, aos 10 min, conseguiu o segundo gol, em jogada iniciada por Montillo e complementada para as redes por Borges, após participação de Tinga. Três minutos depois, Wallyson foi lançado por Montillo, mas Bruno sai do gol e fez a defesa.


O Palmeiras mostrou que não estava ‘morto’ em campo, aos 23 min, quando Barcos cobrou pênalti cometido por Victorino sobre Maikon Leite, no minuto anterior. A partir daí, os dois times inverteram os esquemas táticos. No time paulista, Felipão fez mudanças para torná-lo mais ofensivo, enquanto Celso Roth procurou fechar a equipe, que passou a atuar no contra-ataque, levando perigo ao gol defendido por Bruno.


Jornal Midiamax