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Chávez visita refinaria em chamas e descarta negligência

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, percorreu neste domingo (26/08) o complexo de refino de petróleo Paraguaná, no Estado de Falcón, onde, namadrugada do último sábado (25) ocorreu uma explosão decorrente de um vazamento de gás que causou a morte de pelo menos 48 pessoas. O acidente ocorreu na área de armazenamento da Refinaria Amuay, […]

Arquivo Publicado em 27/08/2012, às 20h32

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, percorreu neste domingo (26/08) o complexo de refino de petróleo Paraguaná, no Estado de Falcón, onde, namadrugada do último sábado (25) ocorreu uma explosão decorrente de um vazamento de gás que causou a morte de pelo menos 48 pessoas. O acidente ocorreu na área de armazenamento da Refinaria Amuay, que compõe o complexo.


Durante ato em homenagem aos soldados da Guarda Nacional Bolivariana que morreram no incêndio, Chávez pediu para que a oposição não monte “hipóteses de maneira irresponsável”, afirmando que estão tentando criar hipóteses de que houve descaso do governo em relação à manutenção do complexo. “Quem pode afirmar isso com seriedade? Ninguém”, disse.


Por outro lado, o PRVP (Partido da Representação da Vontade Popular), do candidato da oposição Henrique Capriles, convocou a imprensa para uma coletiva nesta segunda-feira (27). Um dos coordenadores da campanha, Carlos Vecchio, afirma que vai “apresentar uma posição sobre os fatos ocorridos” em Amuay.


Já Iván Freites, secretário da Federação Unitária de Trabalhadores Petroleiros da Venezuela, sindicato dos trabalhadores do setor, afirma em comunicado que vai “exigir uma explicação” da procuradora-geral da República, Ortega Díaz, sobre a razão de não ter sido realizada uma investigação sobre a falta de manutenção na indústria petroleira. A federação alega que fez a denúncia há um ano.


Chávez chegou ao complexo de Paraguaná dirigindo um carro e parou diversas vezes para conversar com os trabalhadores que estão no plano de contingência, enquanto, ao fundo, via-se ainda o incêndio do óleo cru restante nos tanques de armazenamento. Chávez classificou por diversas vezes as vítimas do acidente de heróis.


Segundo informou o ministro da Defesa, Henry Rangel Silva, 600 membros da Guarda Nacional, Exército, Infantaria da Marinha e de corpos policiais estão na área para garantir a segurança da refinaria e dos arredores.


Ainda permanecem hospitalizadas 31 pessoas em consequência do acidente. Na tarde de domingo (26), mais dois oficiais da Guarda Nacional Bolivariana morreram com quase 100% de queimaduras no corpo e politraumatismo, elevando o número de vítimas fatais para 39. Segundo fontes hospitalares do Hospital Coromoto, em Maracaibo, uma mulher de 65 anos ainda se encontra em estado “gravíssimo”. Outros sete pacientes encontram-se estáveis, segundo o coordenador médico Jesus Valdéz.


As refinarias Amuay, Bajo Grande e Cardón formam o centro de refino de petróleo Paraguaná, o principal complexo da Venezuela, com capacidade para processar 956 mil barris diários de óleo cru. O complexo agrupa 71% da capacidade de refino da Venezuela.


No sábado (26), o ministro da Energia, Rafael Ramírez, negou que o acidente ocorreu por falta de manutenção e de prevenção das instalações. “Isso é falso. A refinaria se mantém de forma preventiva e rotineira. Investimos seis milhões de dólares (cerca de 12,2 milhões de dólares) em manutenção dos complexos”, declarou.


Jornal Midiamax