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Chávez e Capriles assinam acordo para reconhecer resultado de eleição

Os comandos de campanha do presidente Hugo Chávez e o candidato da oposição, Henrique Capriles, assinaram nesta terça-feira um acordo para reconhecer os resultados da eleição presidencial na Venezuela, marcada para 7 de outubro. O documento foi sugerido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na última quinta. A presidente do órgão, Tibisay Lucena, afirmou que o […]

Arquivo Publicado em 17/07/2012, às 23h30

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Os comandos de campanha do presidente Hugo Chávez e o candidato da oposição, Henrique Capriles, assinaram nesta terça-feira um acordo para reconhecer os resultados da eleição presidencial na Venezuela, marcada para 7 de outubro.


O documento foi sugerido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na última quinta. A presidente do órgão, Tibisay Lucena, afirmou que o compromisso será capaz de manter a paz após o período eleitoral.


“As organizações política vieram, puderam aderir os que quiseram aderir, manifestar suas discordâncias, e em todo o caso, no maior ambiente de respeito e liberdade”, disse a dirigente eleitoral.


O documento tem três pontos, incluindo o reconhecimento dos resultados oficiais emitidos pelo ente eleitoral “como expressão perfeita da soberania do povo venezuelano através do sufrágio”. Também é pedido o respeito à Constituição e a não interferência com fatos “que atentem contra o bem estar do país”.


Apesar da assinatura, a campanha de Capriles advertiu o comando eleitoral, dizendo que a ratificação do documento significa o cumprimento da Constituição. Para a oposição, isso quer dizer que o presidente Chávez não deve usar recursos públicos e abusar do uso de cadeias de rádio e televisão para fins eleitorais.


“Se o CNE não cria uma solução, se o CNE não gera um balanço na campanha exigindo ao Executivo o fim da cadeias nacionais, nós continuaremos nesse mesmo lugar, denunciando todos os dias”, disse Enrique Márquez, integrante da campanha da oposição.


A aceitação de resultados é usada pela primeira vez na Venezuela. Recentemente, um contrato similar foi aplicado no México, criado após as eleições de 2006, em que o candidato Andrés Manuel López Obrador contestou o resultado do pleito presidencial contra o atual presidente Felipe Calderón.


Nas eleições deste ano, López Obrador também assinou o documento, mas da mesma forma não reconheceu a vitória de Enrique Peña Nieto, do PRI, acusando o adversário de fraude.


Jornal Midiamax