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Cauteloso, Kaká inicia caminhada por 4ª Copa com 2 anos de atraso

Independentemente de seu desempenho na África do Sul, era impossível imaginar Kaká fora do ciclo para a Copa do Mundo do Brasil depois da derrota para a Holanda nas quartas de final de 2010. Por isso, quando entrar em campo para o seu primeiro treino com Mano Menezes, nesta terça-feira, na cidade polonesa de Wroclaw, […]

Arquivo Publicado em 09/10/2012, às 18h15

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Independentemente de seu desempenho na África do Sul, era impossível imaginar Kaká fora do ciclo para a Copa do Mundo do Brasil depois da derrota para a Holanda nas quartas de final de 2010. Por isso, quando entrar em campo para o seu primeiro treino com Mano Menezes, nesta terça-feira, na cidade polonesa de Wroclaw, o jogador iniciará uma caminhada que sofreu dois anos de atraso por causa das lesões e futebol irregular.



Com 30 anos, 80 partidas, 26 gols pela Seleção e três Copas do Mundo na bagagem, Kaká passa a ser preparado por Mano a partir de agora como homem referência de uma Seleção muito jovem. O mesmo papel que o treinador reservou para Ronaldinho em 2011, mas que virou arquivo. Sem falsas expectativas, o novo escolhido diz que é cedo para falar de 2014 e encara a oportunidade depois de mais de dois anos como um recomeço.



“Para mim é como um recomeço. Estava fora da Seleção desde 2010, mas em relação ao Mundial de 2014 é preciso ter calma. Estou chegando agora e ainda tem muita coisa pela frente” , disse. “Tudo acontece muito rápido. É um passo de cada vez. Tenho que me reafirmar, conquistar aos poucos a confiança e mais para frente ver o que acontece”, completou.



A distância de Kaká da Seleção teve no primeiro momento como causa a opção de Mano Menezes por uma renovação profunda nas convocações em relação ao time que jogou a Copa da África. Porém, aos poucos nomes como Júlio César, Lúcio e Maicon reapareceram nas listas, ao mesmo tempo em que Kaká iniciava um inferno astral.



Atrapalhado por seguintes lesões e com poucas chances no Real Madrid, o meio-campista ficou longe inclusive do desejo do torcedor de vê-lo na Seleção. Foi convocado para os amistosos diante do Gabão e Egito no final do último, mas pediu dispensa por conta de uma nova contusão. “Aos poucos elas foram sumindo. Estou bem fisicamente, sem lesão há mais de um ano. Estou legal, não tenho mais nada”, explicou.



O período de ausência foi tamanho que Kaká se sentiu um estranho diante de tantas caras novas na Seleção. Foi o primeiro contato que teve com Neymar, o maior ídolo do futebol brasileiro atual, e com o técnico Mano Menezes. Mesmo assim, deve ganhar a vaga de titular para os amistosos contra Iraque e Japão e já é tratado como estrela. No site da CBF, teve o retorno comemorado com uma entrevista a e o título “Kaká está de volta”.



Mas o desafio é grande. A volta da Seleção coincidiu com uma atuação elogiada entre os reservas do Real Madrid, em amistoso contra o frágil time colombiano Milionários, depois de um longo “chá de cadeira” de José Mourinho. Mano decidiu pelo retorno antes dos três gols marcados naquele jogo. Desde então, Kaká teve boa atuação na vitória madrilena sobre o Ajax, mas atuou apenas 10 minutos no clássico contra o Barcelona. Agora, precisará retribuir a alta expectativa da Seleção com um futebol hoje ocasional em seu clube.


Jornal Midiamax