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Carreata tem fila de 4 km em celebração a São Cristóvão, padroeiro dos motoristas

Carreata reuniu caminhoneiros e seus familiares, além de devotos do santo na manhã deste domingo em Campo Grande

Arquivo Publicado em 29/07/2012, às 13h30

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Carreata reuniu caminhoneiros e seus familiares, além de devotos do santo na manhã deste domingo em Campo Grande

A carreata em homenagem ao dia de São Cristóvão reuniu, na manhã deste domingo em Campo Grande, caminhoneiros, motoristas e familiares. A procissão teve início no trevo da avenida Guaicurus, por volta das 8:30h e seguiu até o posto Caravagio, no macro anel rodoviário, na saída para Cuiabá. Uma fila de pelo menos quatro quilômetros foi formada durante o trajeto.

O evento foi organizado pela Arquidiocese de Campo Grande e pelas paróquias Santa Rita de Cássia, da comunidade São Cristóvão, e Nossa Senhora da Abadia, comunidade São Domingos Sávio.

Conforme o padre Jocerlei, da paróquia Santa Rita de Cássia, este é o segundo ano da celebração.

O bispo emérito de Campo Grande, Dom Vitório Pavanello, falou sobre a importância dos caminhoneiros e sobre a prudência que devem possuir ao dirigir pelas estradas do país. “Deus abençoe a todos que transportam o progresso”, discursou.

Delmar Rodrigues Pereira, caminhoneiro há 18 anos, mas que há pelo menos dois está longe do ofício após ganhar um prêmio de segundo melhor motorista da Scania no país e ser promovido na empresa, revela sua saudade das estradas. “Apesar de mal conservadas e perigosas, além dos assaltos que vem acontecendo, a gente fica com muita vontade pegar o caminhão e rodar novamente”, conta após estacionar seu caminhão no pátio do posto para assistir a missa.

Segundo os organizadores, cerca de 500 veículos entre automóveis, motocicletas e caminhões participaram da carreata. Deste total, pelo menos 300 eram caminhões.

Lenda

O mito que remonta à história do Santo conta que um eremita lhe educou na fé cristã, batizando-o, porém Reprobus (seu nome de criação) se recusou a jejuar e a rezar para Cristo, mas aceitou a tarefa de ajudar as pessoas a atravessar um rio perigoso, no qual muitos haviam morrido ao tentar fazer a travessia.

Certo dia, Reprobus fez a travessia de uma criança que ficava cada vez mais pesada, de tal maneira que ele sentia como se o mundo inteiro estivesse sobre os seus ombros. Após a travessia, a criança revelou ser o Criador e o Redentor do mundo. Daí provém o nome Cristóvão, que significa “aquele que carrega Cristo”. Em seguida, a criança ordenou a Reprobus que fixasse seu bastão na terra. Na manhã seguinte, apareceu no mesmo local uma exuberante palmeira. Este milagre converteu muitos, despertando a fúria do rei da região. Cristóvão foi preso e, depois de um martírio cruel, decapitado.

Jornal Midiamax