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Brasil e Argentina abordam inclusão da Venezuela no Mercosul

Os chanceleres do Brasil, Antonio Patriota, e da Argentina, Héctor Timerman, abordaram nesta quinta-feira em Buenos Aires o processo de inclusão da Venezuela no Mercosul, entre outros assuntos bilaterais, informou a Chancelaria argentina em um comunicado. Patriota e Timerman “conversaram sobre o andamento dos trabalhos relativos à inclusão da Venezuela ao Mercosul e à evolução […]

Arquivo Publicado em 11/10/2012, às 23h29

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Os chanceleres do Brasil, Antonio Patriota, e da Argentina, Héctor Timerman, abordaram nesta quinta-feira em Buenos Aires o processo de inclusão da Venezuela no Mercosul, entre outros assuntos bilaterais, informou a Chancelaria argentina em um comunicado.

Patriota e Timerman “conversaram sobre o andamento dos trabalhos relativos à inclusão da Venezuela ao Mercosul e à evolução do processo eleitoral no Paraguai”, indicou a declaração do Palácio San Martín (sede protocolar), onde não houve entrevista coletiva à imprensa dos ministros. A nota diplomática não detalhou a evolução do processo de incorporação venezuelana, que acaba de reeleger o presidente Hugo Chávez, com 55,25% dos votos.

A entrada formal da Venezuela no bloco – constituído por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – foi estabelecida em 31 de julho na cúpula da Brasília. Uma cúpula do bloco regional realizada em 29 de junho em Mendoza (oeste da Argentina), estabeleceu simultaneamente a suspensão do Paraguai – único dos quatro membros que se opunha ao ingresso da Venezuela- até a realização de eleições em abril de 2013 e a aprovação da entrada da Venezuela na união.

A sanção contra o Paraguai, que não tem efeitos econômicos, foi decidida quando os sócios consideraram que a destituição do presidente Fernando Lugo, em 22 de junho, tinha sido irregular. Em outra decisão que ratifica a postura do Paraguai em relação à região, o Senado do país rejeitou nesta quinta-feira por maioria esmagadora o protocolo adicional de “compromisso com a democracia” da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), assinado pelo ex-presidente Lugo na Guiana em 2010.

A Unasul também suspendeu o Paraguai por ter desrespeitado a sua cláusula democrática. Outro passo contra este tipo de cláusula foi dado pelos legisladores paraguaios nesta quinta-feira, que instaram o presidente Federico Franco a enviar ao Senado o protocolo adicional de “compromisso com a democracia” do Mercosul, conhecido como “Ushuaia II (nome da cidade do sul argentino)”, para que também o rejeite.

Jornal Midiamax