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Bovespa ganha 2,65% e dólar cai a R$ 2,022, seguindo otimismo externo

A Bovespa teve a maior alta diária em quase quatro semanas nesta quinta-feira (26), após quatro pregões no vermelho, amparada pela melhora do cenário externo. Os investidores ficaram mais otimistas diante da expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa tomar medidas para solucionar a crise na zona do euro, conforme sinalizado pelo presidente […]

Arquivo Publicado em 26/07/2012, às 20h43

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A Bovespa teve a maior alta diária em quase quatro semanas nesta quinta-feira (26), após quatro pregões no vermelho, amparada pela melhora do cenário externo. Os investidores ficaram mais otimistas diante da expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa tomar medidas para solucionar a crise na zona do euro, conforme sinalizado pelo presidente do BCE, Mario Draghi.


O presidente do BCE conseguiu acalmar os mercados ao prometer que a instituição fará o que for necessário para proteger a zona do euro de um colapso –incluindo reduzir os elevados custos de empréstimo da região, principalmente de Espanha e Itália.


O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou em alta de 2,65%, aos 54.002,72 pontos, no maior avanço diário desde 29 de junho, quando o índice teve alta de 3,23%. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,92 bilhões.


Com o resultado desta quinta, o índice reduziu a queda na semana para 0,35% e no mês, para 0,65%. No ano, a Bovespa acumula prejuízo de 4,85%. Veja ainda no UOL a cotação das ações e fechamentos anteriores da Bolsa.


O dólar comercial caiu pelo segundo dia seguido, também influenciado pelo cenário externo. A cotação do dólar comercial caiu 0,71%, a R$ 2,022 na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumula leve queda de 0,04%. Em julho, tem valorização de 0,63% e no ano, de 8,24%.


A sinalização de Draghi também trouxe força para o euro, que teve seu melhor dia em um mês. Às 17h15 (horário de Brasília), o euro tinha alta de 1,04% ante a divisa norte-americana.


“Seguimos o mercado lá fora. O euro ganhou bastante força e ganhou mais de 1% (ante o dólar), com a falta de dados negativos da Europa e a expectativa de medidas, que fizeram com que o mercado respirasse um pouco e o dólar perdesse força”, disse o operador de câmbio da Intercam Corretor de Câmbio Glauber Romano.


A divulgação de balanços corporativos também agitou os negócios, com destaque para Vale, que reportou forte queda no lucro do segundo trimestre.


As ações preferenciais (VALE5.SA) da mineradora viraram na hora final do pregão e fecharam em alta de 0,77%, a R$ 35,39, com o mercado reavaliando os resultados da companhia. Na mínima, o papel chegou a cair 3,4%.


“A reação inicial foi decepção, mas o mercado acabou vendo que houve um pouco de exagero nas quedas recentes e que a ação está barata”, afirmou um operador de uma corretora paulista que pediu para não ser identificado.


As ações do Santander Brasil (SANB11.SA) também viraram na etapa final dos negócios e subiram 2,4%, a R$ 14,50, apesar do banco ter reportado outra rodada de resultados trimestrais frustrantes.


A mudança de sinal do papel, segundo operadores, foi influenciada pela forte alta das ações do Banco do Brasil (BBAS3.SA), que subiu 6,96%, a R$ 20,59, e ajudou a puxar as ações do setor bancário na sessão.


“É mais provável que os resultados do segundo trimestre surpreendam para cima, em rentabilidade e qualidade de ativos”, afirmaram analistas do Barclays sobre o Banco do Brasil em relatório nesta quinta-feira.


A produtora de celulose Fibria (FIBR3.SA) subiu 7,54%, a R$ 15,40. Apesar do prejuízo no segundo trimestre, analistas destacaram o avanço do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) acima das expectativas.


Ainda entre as blue chips, a preferencial da Petrobras (PETR4.SA) subiu 1,37%, a R$ 19,26. OGX (OGXP3.SA), a petroleira de Eike Batista, teve alta de 1,39%, a R$ 5,10.


Cielo (CIEL3.SA) foi a pior do índice, recuando 2,6%, a R$ 61, após a companhia de meios de pagamento ter reportado na quinta-feira à noite aumento nos lucros, mas queda no Ebitda do segundo trimestre, devido a maiores despesas.


Bolsas internacionais


Em Wall Street, o Dow Jones teve alta de 1,67%.


As ações europeias subiram nesta quinta-feira com uma melhora do sentimento macroeconômico ofuscando resultados corporativos mistos depois que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, enviou um forte sinal que o BCE agirá para proteger a zona do euro de um colapso.


O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 2,43%, aos 1.042 pontos.


Em Londres, o índice Financial Times fechou com alta de 1,36%, a 5.573 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX ganhou 2,75%, para 6.582 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 teve alta de 4,07%, a 3.207 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 6,06%, a 6.368 pontos.

As Bolsas de Valores asiáticas subiram na quinta-feira com a busca por ações baratas, à medida que cresceram as esperanças por mais estímulo dos EUA para apoiar o crescimento e novas medidas europeias para conter o peso da dívida da zona do euro, mas o sentimento permaneceu frágil.

As preocupações com a crise do bloco do euro foram de alguma forma aliviadas com os comentários da autoridade do Banco Central Ewald Nowotny, que disse haver argumentos para dar ao fundo de resgate permanente da Europa uma licença bancária –  ideia que o Banco Central Europeu (BCE) havia rejeitado até agora. Uma licença bancária elevaria o poder de fogo do fundo ao permitir o seu acesso ao financiamento barato do BCE.

A Bolsa de Cingapura subiu 0,46%, a 3.004 pontos, enquanto Taiwan caiu  0,12% e Hong Kong teve variação positiva de 0,08%. O índice referencial de Xangai recuou 0,47% e Sydney teve crescimento de 0,58%.

Jornal Midiamax