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Bombas com alvo em peregrinos xiitas matam 26 pessoas em Bagdá

Dois carros-bomba, tendo peregrinos xiitas como alvo, mataram pelo menos 26 pessoas em Bagdá neste sábado, nos últimos ataques de insurgentes que tentam fazer o Iraque retornar a uma onda de violência sectária generalizada. Foi o terceiro dia de bombardeios com foco em peregrinos xiitas esta semana. Na quarta-feira, uma série de ataques com bombas […]

Arquivo Publicado em 16/06/2012, às 12h49

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Dois carros-bomba, tendo peregrinos xiitas como alvo, mataram pelo menos 26 pessoas em Bagdá neste sábado, nos últimos ataques de insurgentes que tentam fazer o Iraque retornar a uma onda de violência sectária generalizada.


Foi o terceiro dia de bombardeios com foco em peregrinos xiitas esta semana. Na quarta-feira, uma série de ataques com bombas matou mais de 75 pessoas no Iraque, na violência mais sangrenta desde que as tropas norte-americanas deixaram o país, em dezembro.


Os carros-bomba de sábado explodiram perto do bairro Kadhimiya, em Bagdá, jogando partes de corpos e roupas por uma rota usada por peregrinos que lembram o aniversário de morte do líder religioso xiita Moussa al-Kadhim, bisneto do profeta Mohammad.


“Corremos para a cena, havia corpos desmembrados, sapatos, sacolas plásticas, roupas femininas por todo lado e pessoas gritando”, disse Ahmed Maati, policial que trabalha nas proximidades.


Os ataques em alvos xiitas estão retomando os temores de que o Iraque corre risco de voltar à carnificina sectária de seu passado recente, especialmente porque xiitas, sunitas e partidos étnicos curdos que compõem o frágil governo disputam a partilha do poder.


Com a segurança em torno do bairro Kadhimiya bastante reforçada para o festival religioso, um homem-bomba no sábado se apresentou como motorista de táxi e pegou peregrinos para acessar a área. Pelo menos 14 foram mortos na explosão inicial e mais de 30 feridos, disseram as autoridades.


Um segundo carro-bomba explodiu nas proximidades e matou pelo menos 12 e feriu mais 28, disseram fontes da polícia e dos hospitais.


Jornal Midiamax