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Boca de urna indica empate na Grécia

A primeira pesquisa de boca de urna na Grécia indica que os dois principais partidos no pleito, o esquerdista Syriza e o de centro direita Nova Democracia, estão praticamente empatados na preferência dos votos na eleição parlamentar de hoje (17). As urnas já fecharam na Grécia. Os primeiros resultados da apuração serão divulgados ainda neste […]

Arquivo Publicado em 17/06/2012, às 16h58

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A primeira pesquisa de boca de urna na Grécia indica que os dois principais partidos no pleito, o esquerdista Syriza e o de centro direita Nova Democracia, estão praticamente empatados na preferência dos votos na eleição parlamentar de hoje (17). As urnas já fecharam na Grécia. Os primeiros resultados da apuração serão divulgados ainda neste domingo.


Para muitos analistas, a eleição de hoje é como um referendo sobre a permanência do país na zona do euro. Um levantamento conjunto, feito por cinco institutos de pesquisa, indica que apenas meio ponto percentual separa o Syriza da Nova Democracia, que estaria com pequena margem de vantagem.


Segundo a pesquisa, a Nova Democracia teria recebido entre 27,5% e 30,5% dos votos, o Syriza, entre 27% e 30%, e o socialista Pasok, de 10% a 12%.


Dois assuntos que estão interligados dominaram a campanha política no último mês: os pacotes de ajuda financeira recebidos pela Grécia nos últimos dois anos e a permanência do país na zona do euro, a moeda europeia. A Grécia recebeu ajuda internacional de 110 bilhões de euros, em 2010, e 130 bilhões de euros, no ano passado. O dinheiro foi usado para pagamento de dívidas do país, mas grande parte da população está descontente com as condições do acordo, que exige medidas duras de redução de gastos públicos.


A Nova Democracia apoia os pacotes de ajuda financeira, assim como Pasok, mas defende a renegociação de alguns termos. Já o Syriza é fortemente contra as medidas de austeridade.


Para os líderes europeus, caso os gregos rejeitem o acordo que possibilitou os dois pacotes de resgate, o país provavelmente terá de deixar a zona do euro, e adotar novamente o dracma, sua antiga moeda.

Jornal Midiamax