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Biblioteca Nacional expõe obras de escritoras que se dedicaram à questão feminina

A trajetória da mulher na sociedade brasileira, contada em obras literárias e jornais pioneiros na abordagem da questão feminina, é o destaque da exposição que a Biblioteca Nacional inaugurou hoje (8), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Em cartaz até o dia 30 de abril, no saguão do 2º andar do prédio da biblioteca, […]

Arquivo Publicado em 08/03/2012, às 18h59

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A trajetória da mulher na sociedade brasileira, contada em obras literárias e jornais pioneiros na abordagem da questão feminina, é o destaque da exposição que a Biblioteca Nacional inaugurou hoje (8), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.


Em cartaz até o dia 30 de abril, no saguão do 2º andar do prédio da biblioteca, a mostra A Mulher Eterna: a Mulher Dentro e Fora de Seu Tempo tem como destaque clássicos da literatura brasileira ligados ao universo feminino e escritos por autoras como Cora Coralina, Adélia Prado e Lya Luft.


“Nós procuramos destacar escritoras de renome que tiveram destaque na afirmação feminina, mesmo em séculos anteriores, quando a mulher exercia um papel submisso e obediente”, afirma Ana Naldi, chefe do setor de Obras Gerais da Biblioteca Nacional e organizadora da mostra.


É o caso de Donas e Donzelas, de Julia Lopes de Almeida, romancista e dramaturga do início do século 20, autora de livros infantis, romances, peças teatrais e matérias jornalísticas. Dois jornais do século 19 também fazem parte da exposição.


Um deles, Eco das Damas, foi fundado por uma mulher em 1879. Outro destaque é a capa do livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), escritora negra, pobre e favelada. Obra de contestação social, Quarto de Despejo resgata o período do surgimento de favelas na cidade de São Paulo e denuncia as discriminações que a autora sofreu.


De acordo com Ana Naldi, a Biblioteca Nacional, que abriga hoje mais de 9 milhões de itens, é um endereço certo para qualquer pesquisador interessado nas questões que envolvem a emancipação feminina no Brasil.


“Temos sempre em mente que aqui é o ponto final de qualquer pesquisador. Ele vai buscar em outras instituições, mas como a memória do nosso país está em nosso acervo, eles sempre acabam aqui. E dentro do acervo da Biblioteca Nacional o tema mulher é bem vasto, tanto em livros como em periódicos”, diz.


A exposição foi montada em local próximo à entrada do setor de obras gerais, o mais frequentado pelos leitores e pesquisadores. “Utilizamos os espaços, ao longo dos corredores da biblioteca, para brindar o usuário com um pouco mais da riqueza do nosso acervo”, explica a organizadora da mostra.


A exposição A Mulher Eterna: a Mulher Dentro e Fora de Seu Tempo pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. A entrada é franca. A Biblioteca Nacional fica no centro do Rio.

Jornal Midiamax