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BBB: calcinha, cueca e edredom de ‘brothers’ serão periciados

O titular da Delegacia da Taquara (32 ª DP), Antonio Ricardo Nunes, disse nesta quarta-feira (18) que enviará para o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) imagens do reality show BBB 12 (Big Brother Brasil), da Rede Globo, para investigar a hipótese de estupro envolvendo o modelo Daniel e a estudante Monique. O suposto crime […]

Arquivo Publicado em 18/01/2012, às 21h10

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O titular da Delegacia da Taquara (32 ª DP), Antonio Ricardo Nunes, disse nesta quarta-feira (18) que enviará para o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) imagens do reality show BBB 12 (Big Brother Brasil), da Rede Globo, para investigar a hipótese de estupro envolvendo o modelo Daniel e a estudante Monique. O suposto crime teria ocorrido na madrugada de domingo (15), enquanto ela estava inconsciente após ter ingerido grande quantidade de bebida alcoólica durante uma festa.

– Em cima das imagens, [a perícia] vai dizer se houve relação sexual ou se não houve relação sexual. Mesmo por debaixo do edredom há uma sugestão de relação sexual.

De acordo com Nunes, a gravação das imagens, a cueca de Daniel, a calcinha de Monique, além das roupas da cama onde eles dormiram serão enviadas nesta quarta ao ICCE. O delegado disse ter consultado o instituto, que confirmou que é possível concluir pelas imagens se houve ato sexual.

Os dois negaram o estupro em seus depoimentos na terça-feira (17), quando a equipe da Polícia Civil esteve no Projac, na zona oeste do Rio. Os depoimentos duraram cerca de uma hora e meia e foram colhidos fora da casa do BBB, em um escritório do Projac. O delegado disse que Daniel e Monique não assistiram ao vídeo que mostra os dois embaixo do edredom.

– Não quer dizer que ao final do inquérito isso [estupro] se configure como tal. Isso pode mudar no decorrer das investigações.

De acordo com o artigo 225 da lei 8.072, que trata de crimes hediondos, quando a pessoa se encontra em situação vulnerável, a ação criminal pode ser feita mesmo sem o consentimento da vítima.

– O inquérito segue sem a manifestação da vítima. Em caso de estupros de vulnerável a vítima não é qualificada para dar queixa ou não. Trata-se de ação penal pública incondicional.

Uma das advogadas de Daniel, Adileia Triani disse que o rapaz está preocupado com sua imagem, já que trabalha como modelo. Ela não fez comentários sobre o inquérito porque a investigação corre sob segredo de justiça.

Jornal Midiamax