Geral

Ataque suicida deixa 8 mortos em igreja Católica na Nigéria

Um suicida dirigiu um carro carregado com explosivos até uma igreja Católica no norte da Nigéria, matando pelo menos oito pessoas e ferindo mais de 100, além de desencadear represálias que mataram ao menos mais duas pessoas, disseram autoridades. O ataque aconteceu pela manhã na igreja St Rita em Kaduna, uma cidade etnicamente volátil e […]

Arquivo Publicado em 28/10/2012, às 15h04

None

Um suicida dirigiu um carro carregado com explosivos até uma igreja Católica no norte da Nigéria, matando pelo menos oito pessoas e ferindo mais de 100, além de desencadear represálias que mataram ao menos mais duas pessoas, disseram autoridades.


O ataque aconteceu pela manhã na igreja St Rita em Kaduna, uma cidade etnicamente volátil e com variedade de religiões. Um porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências (Nema) em Kaduna afirmou que havia confirmação de oito mortes, enquanto mais de 100 pessoas recebiam tratamento por ferimentos em hospitais locais.


Não houve nenhuma reivindicação imediata à autoria do ataque, mas a seita islâmica Boko Haram assumiu a responsabilidade por outros atentados no passado, e tem atacado igrejas com bombas e armas desde que intensificou sua campanha contra os cristãos no último ano. “A grande explosão também danificou prédios na região”, disse o sobrevivente Linus Lighthouse.


Outra testemunha, Daniel Kazah, membro de cadetes da igreja, disse ter visto três corpos no chão ensanguentado do local. “E outros foram levados ao necrotério”, disse. Sunday John, porta-voz do hospital católico de St. Gerard, disse que o hospital estava tratando de 14 feridos.


Outro hospital, Garkura, estava com quase 100 vítimas, afirmou o funcionário da Nema. Pouco depois da explosão, jovens cristãos furiosos saíram às ruas armados com paus e facas. Um repórter da Reuters viu dois corpos deitados em poças de sangue no chão.


“Nós os matamos e vamos fazer mais”, gritou um jovem com sangue em sua camiseta antes de a polícia perseguí-lo. A polícia criou barreiras e patrulhas em toda a cidade, num esforço para evitar que a violência se espalhe.

Jornal Midiamax