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Ata do Copom reforça possibilidade de novos cortes na taxa de juro

O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta quinta-feira (26) a ata da sua última reunião, que aconteceu em 18 de janeiro de 2012, quando reduziu a Selic em 50 pontos-base, para 10,50% ao ano. No documento, o Comitê reconhece que o corte é um prosseguimento ao processo de ajuste das condições monetárias. “Em suma, […]

Arquivo Publicado em 26/01/2012, às 11h53

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O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta quinta-feira (26) a ata da sua última reunião, que aconteceu em 18 de janeiro de 2012, quando reduziu a Selic em 50 pontos-base, para 10,50% ao ano. No documento, o Comitê reconhece que o corte é um prosseguimento ao processo de ajuste das condições monetárias.


“Em suma, o Copom reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual, e pondera que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis”, diz na ata.


Nesse sentido, o comitê enfatiza que diante do cenário econômico atual, a taxa de inflação está posicionada em torno da meta em 2012, sendo decrescentes os riscos à concretização de um panorama que a inflação siga para o valor central da meta.


Inflação

De acordo com a ata, desde a última reunião, a mediana das projeções coletadas pelo Gerin (Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais) para a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano apresentou redução de 5,56% para 5,30%. Para 2013, a mediana das projeções de inflação encontra-se em 5,00%.


A autoridade monetária afirma no documento que o cenário de referência considera a taxa de câmbio em R$ 1,80/US$ e a taxa Selic em 11,00% ao ano.”Nesse cenário, a projeção para a inflação de 2012 reduziu-se em relação ao valor considerado na reunião do Copom de novembro e encontra-se ao redor do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)”, pondera a ata. Para 2013, a projeção de inflação encontra-se ao redor do valor central da meta no cenário de referência e acima no de mercado.


Política monetária

Diante deste cenário, o Copom afirma sua visão de que cabe “especificamente” à política monetária manter-se vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos.


“O Comitê entende, também, que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços”.

Jornal Midiamax