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Assassinos do gráfico Edirceu são condenados a 30 e 10 anos de prisão

O réu confesso Leandro Apolinário da Silva, 20 anos, foi sentenciado a 30 anos de prisão. O comparsa dele, Roberto Rivelino Brunel Aguilera, também de 20 anos, foi condenado a 10 anos de reclusão em regime fechado. A defesa não tem direito a apelação. A sentença saiu às 20h desta quinta-feira. O julgamento, que durou […]

Arquivo Publicado em 24/08/2012, às 12h54

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O réu confesso Leandro Apolinário da Silva, 20 anos, foi sentenciado a 30 anos de prisão. O comparsa dele, Roberto Rivelino Brunel Aguilera, também de 20 anos, foi condenado a 10 anos de reclusão em regime fechado. A defesa não tem direito a apelação. A sentença saiu às 20h desta quinta-feira.


O julgamento, que durou quase sete horas, foi marcado por contradições de um dos réus, o Roberto Rivelino. Ele deu diferentes versões e foi taxado como mentiroso pela acusação, feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).


Já Leandro confessou friamente o assassinato de Edirceu de Oliveira, gráfico do jornal O Progresso e entregador de jornais do jornal O Correio do Estado. Foi ele que efetuou os disparos e matou a vítima. O comparsa presenciou o crime e desde a época criou diferentes versões.


Em tom de deboche, Leandro chegou a rir várias vezes durante o julgamento. Ciente do crime, ele desabafou e disse que no dia do crime estava com vontade de matar alguém.


Familiares e amigos de Edirceu compareceram em peso no julgamento. Eles estavam trajados com camiseta estampada com a foto do gráfico.


O CASO


Leandro e Roberto Rivelino já haviam sido indiciados, acusados de homicídio qualificado (crime hediondo). Ambos já estavam detidos há quase dois anos na Penitenciária máxima de Dourados.


No dia da morte, a vítima saiu de casa pela manhã , quando parou para acender um cigarro na Rua W-11, sendo abordada pelos acusados. Leandro, também conhecido como ‘Correria’, pediu um isqueiro ao gráfico que não o atendeu e acabou assassinado à queima roupa com dois tiros. Segundo o delegado, Leandro atirou porque estava abalado com o rompimento de um relacionamento.


“Horas antes ele havia terminado com a namorada e alterado, disse que caso ela não reatasse o relacionamento, iria matar o primeiro que aparecesse na frente. O criminoso já havia planejado tudo e saiu armado. Ele se entregou dias depois, já o comparsa (preso em agosto de 2011), foi incriminado por ‘adesão psicológica’, ou seja, ela estimulou a ação”, observou Humberto.

Jornal Midiamax