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Assassinos de entregador de jornal vão a júri popular em agosto

No último dia 4, a morte do gráfico do O Progresso e entregador de jornais no Correio do Estado, Edirceu de Oliveira, completou dois anos. Ele foi friamente assassinado a tiros no início da manhã de um domingo, enquanto seguia para o trabalho pelo Jardim Água Boa, em Dourados. Os autores, Leandro Apolinário da Silva, […]

Arquivo Publicado em 25/07/2012, às 12h42

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No último dia 4, a morte do gráfico do O Progresso e entregador de jornais no Correio do Estado, Edirceu de Oliveira, completou dois anos. Ele foi friamente assassinado a tiros no início da manhã de um domingo, enquanto seguia para o trabalho pelo Jardim Água Boa, em Dourados.


Os autores, Leandro Apolinário da Silva, na época com 18 anos, e Roberto Rivelino Brunel Aguilera, da mesma idade, foram indiciados e estão presos na Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac). A dupla acusada de crime hediondo deverá ser julgada no dia 23 de agosto, explicou o delegado Humberto Perez Lima.


“De acordo com a página do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), os indiciados vão a júri popular nos próximos dias. Eles serão julgados juntamente por homicídio qualificado, dada a gravidade das circunstâncias em que o assassinato foi cometido. Nestes casos a pena é dobrada e por isso, se forem condenados, poderão cumprir de 12 a 30 anos de detenção”, disse o delegado.


MOTIVO BANAL


Na manhã de sua morte, Edirceu saiu de casa e parou na Rua W-11 para acender um cigarro, quando foi abordado por Leandro, mais conhecido como “Correria”, que teria lhe pedido o isqueiro emprestado, porém, como não entregou o objeto, o gráfico acabou executado com dois tiros à queima roupa. Após a ação o autor dos disparos fugiu, se apresentando à polícia dias depois.


“Vejam bem, durante a madrugada, o rapaz havia rompido com a namorada e alterado, disse que caso ela não reatasse o relacionamento, iria matar o primeiro que aparecesse na frente. Infelizmente foi Edirceu, morto cruelmente por um motivo banal. Este foi o agravante. O criminoso já havia planejado tudo e saiu armado. A história do isqueiro foi só para se aproximar da vítima indefesa”, observou Humberto.


Já Roberto, também conhecido como “Riva”, esteve envolvido e foi convidado a prestar depoimentos, porém, não compareceu, mas mesmo assim acabou indiciado por ‘adesão psicológica’, sendo preso em agosto do ano passado. “Riva estimulou seu amigo a cometer o homicídio. Ele botou lenha na fogueira para que tudo acontecesse e por isso também vai pagar”.


PERSONALIDADES DISTINTAS


Edirceu atuava em O Progresso há mais de 20 anos. Ele era conhecido por ser uma pessoa prestativa, respeitadora e atenciosa. Conforme a direção, em todo tempo que esteve no cargo, nunca foi motivo de advertência. “Pelo contrário. Ele era um servidor exemplar, livre de qualquer fator que pudesse manchar sua reputação pessoal e profissional”, disse a diretora-presidente da empresa, Adiles do Amaral Torres, em uma entrevista à época.


Por outro lado, os assassinos são pessoas frias, sem nenhuma consideração pela vida do próximo, atentou o delegado. “Leandro e Roberto eram garotos problemáticos desde a adolescência. Eles têm em suas respectivas fichas, passagens por furtos e roubos, inclusive internações na Unei (Unidade Educacional de Internação). Por este motivo, acredito que ainda são ameaças em potencial para a sociedade”.

Jornal Midiamax