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Após ‘Economist’, Dilma responde à sátira do ‘FT’ sobre economia brasileira

A presidente Dilma Rousseff minimizou a sátira do blog BeyondBrics, do jornal Financial Times, sobre o desempenho da economia brasileira em um conto de Natal. Na fábula, a Dilma aparece como uma rena de nariz vermelho e o ministro Mantega como “Guido, o elfo vidente”. “A rena de nariz vermelho é bem engraçadinha. Não se […]

Arquivo Publicado em 27/12/2012, às 21h05

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A presidente Dilma Rousseff minimizou a sátira do blog BeyondBrics, do jornal Financial Times, sobre o desempenho da economia brasileira em um conto de Natal. Na fábula, a Dilma aparece como uma rena de nariz vermelho e o ministro Mantega como “Guido, o elfo vidente”.



“A rena de nariz vermelho é bem engraçadinha. Não se incomodem com isso”, disse. Questionada sobre o desempenho mexicano, que poderia puxar a crescimento da América Latina, a presidente limitou-se a dizer: “Vai querendo!”.



No texto, o jornal cria uma conversa entre Papai Noel e líderes de Brasil, China, Reino Unido e Itália. Nele, a presidente Dilma deixaria de ser a “representante” da América Latina, perdendo o posto para o presidente do México, Peña Nieto. Na sátira, o blog diz que Dilma é vista por alguns como “socialista”, que o Brasil perdeu para o Reino Unido o posto de sexta economia mundial e que, segundo as projeções do “elfo” Guido Mantega, o Brasil cresceria “um metro” – em referência aos chifres das renas, que são usados como metáforas para o crescimento do País, – no ano que vem a partir da “intuição” do ministro.



No início do mês, a revista The Economist afirmou que se Dilma quiser ter um segundo mandato, terá que demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e trabalhar com outra equipe econômica. Segundo a publicação, dois anos atrás, quando Dilma foi eleita presidente do Brasil, a economia do País estava crescendo e agora ela está tão paralisada que não está conseguindo lutar para se recuperar. Segundo a publicação, apesar dos esforços “frenéticos” do governo para estimular a economia, ela cresceu apenas 0,6% no trimestre, metade da previsão do ministro Guido Mantega. Conforme a revista, os motores de crescimento do País na última década desapareceram e os preços das exportações de commodities, embora ainda elevados, não são mais crescentes.



Os consumidores estão usando mais de sua renda para pagar os empréstimos do que para comprar carros e televisões e o desemprego em queda mostra que existem menos mãos ociosas para trabalhar. A The Economist afirma que o modelo usado pelo governo, de ampliar o consumo, tem de vir de uma maior produtividade e investimento. Além disso, a revista sugere que o governo mexa com o “custo Brasil”, considerado uma combinação de burocracia, impostos pesados, crédito caro, além da moeda muito valorizada que torna o País muito caro para fazer negócios. A publicação reforça que o Banco Central (BC) não deveria insistir em corte de juros, mas em reduzir esse custo Brasil e demitir Mantega, que perdeu a confiança dos consumidores após uma série de previsões otimistas.


Jornal Midiamax